Vai fazer um intercâmbio? Prepare-se antes!
Não é novidade para ninguém que o método mais rápido e eficiente para o aprendizado de um idioma é o a imersão. Embora diversos cursos de língua nos mais diversos lugares tenham feito as mais diversas tentativas de emulá-la, a imersão, ao menos a completa, parece ser impossível de ser recriada em laboratório. Então, para gozar de seus benefícios o aprendiz deve utilizar o ancestral método de viajar (embora, o meio de transporte da viagem e as condições de hospedagem estejam longe de serem ancestrais) e se hospedar por algum tempo (ou morar, dependendo do quanto é esse “algum”) em um país onde a língua que deseje aprender seja a língua nativa.
A imersão funciona porque o aprendiz vê-se, como “sugere” o nome, imerso na língua. Como aquela é a língua oficial do país, o estudante é obrigado a usar (ainda que não de forma igual) todas as quatro habilidades: leitura, escrita, audição e fala. Estando em outro país, estará em contato direto e sem proteção com os costumes e com a cultura daquele povo: Esportes, artes, alimentação, sotaques, gírias, palavrões, enfim, tudo, de uma vez só. Em tempo real. Sem filtros.
Talvez, por esse motivo, a imersão não deva ser feita com um único mergulho. A menos que você possa passar pelo menos um ano inteiro no país, o melhor a fazer não é simplesmente pular na cultura e na língua de uma vez, mas sim, entrar aos poucos, molhando o dedinho para experimentar a temperatura da água. Ou seja, é melhor fazer um curso básico do idioma a ser aprendido antes de viajar.
O domínio de um idioma em nível básico ou intermediário, além das vantagens óbvias (localizar-se, orientar-se alimentar-se, puxar conversa no elevador) fornecerá a você as bases suficientes para saborear ao máximo essa experiência cultural. E permitirá que você entenda melhor e extraia os mínimos detalhes dos esportes, das artes, palavrões, etc. que você acabaria por deixar passar por não ter algum nível de entendimento no idioma.
Então, se você mora em Natal e está acostumado com sua cerveja bem gelada, porque não fazer um curso de alemão em Natal para não correr o risco de ter a sua cerveja servida quente em Berlim? Se você está acostumado com o lindo sol das praias cariocas, não é melhor fazer um curso de inglês no Rio de Janeiro para poder, ao menos, encontrar uma loja de guarda-chuvas na cinzenta Londres?
Alguns meses de curso antes de pegar o avião poderão livrar-lhe de vários apertos. Mas apertos também fazem parte da experiência. Só não arrisque que eles sejam toda a experiência.

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