Archive for the 'Diário de Londres' Category

Últimas dicas direto do continente europeu

Olá amigos do Blog de Viagens.

Aqui, no Diário de Londres, tive a modesta pretensão de ajudar aqueles que, assim como eu, pretendiam ou já estavam desfrutando de um período de intercâmbio ou turismo no Reino Unido pela primeira vez. Foram dicas elementares e impressões bastante pessoais sobre temas como transporte público, trâmites burocráticos em aeroportos, imigração, visto, trabalho, história, turismo e dicas culturais.Há ainda, obviamente, um mundo de coisas a serem ditas que poderiam ser exploradas na coluna, e é justamente esse sem fim de descobertas que faz da cidade um lugar fascinante. Como certa vez disse o poeta Samuel Johnson, “quem está cansado de Londres, está cansado da vida; há em Londres tudo que a vida pode proporcionar”. Mas a verdade é que, após oito meses por aqui, meu período no Reino Unido chega ao fim. Ou quem sabe apenas uma pausa, vai saber.

A primeira sensação de retornar para o Brasil após esse breve tempo é o de amadurecimento. Foram ótimos momentos e alguns grandes apertos, não só aqui mas também em outros sete países e 10 cidades que tive a grata oportunidade de conhecer. Mas, uma vez pesando experiências positivas e negativas, sobressaem-se de pronto apenas boas lembranças e um punhado de histórias divertidas. Posso, também, avaliar como encantadora a minha passagem pela Europa muito em função dos amigos maravilhosos que aqui fiz.

E é assim, com uma última dica, que eu gostaria de encerrar minha colaboração (pelo menos direto do Velho Continente) no Blog de Viagens: viaje! Não apenas com o óbvio e nobre objetivo de apenas conhecer pontos turísticos, esperando que absolutamente tudo dê certo. Saia do roteiro, porque viajar implica, necessariamente, em você sair de uma zona de conforto e confiança para testar, antes de tudo, os próprios limites e derrubar os próprios preconceitos.

Encerrando, não posso de maneira nenhuma deixar de agradecer ao meu amigo Diego Fontenele pela oportunidade e pelo espaço no Blog de Viagens.

Um abraço a todos e até uma próxima oportunidade.

Nota do Blog de Viagens: Eu, e com certeza falo também por muito leitores do blog, é que agradeço pela imensa honra de contar contigo por aqui. Estamos te esperando de braços abertos! O Blog de Viagens é domínio público! É meu, seu, de todos que amam viajar!

Paulo Rocha é jornalista, colunista do Blog de Viagens e residente da capital do Reino Unido.

Trabalho em Londres

Olá amigos do Blog de Viagens!

Na coluna anterior, comentei com vocês a respeito do tema emprego e, mais especificamente, da redução das horas de trabalho autorizadas para estudantes, de 20 para 10 horas semanais. Se você decidiu curtir uma temporada em Londres e está disposto a encarar a experiência de arranjar um emprego, nem que seja para bancar apenas o aluguel, alimentação ou mesmo o transporte público, prepare a cara-de-pau e anote algumas dicas modestas.

Antes de tudo, a proposta aqui é ajudar estudantes que procuram um emprego em meio-período, sem grandes pretensões para quem está recém-chegando na capital do Reino Unido. Obviamente, a partir do momento em que o seu inglês e o seu curriculum passam a se tornar mais incrementados, não desista de procurar algo que esteja mais de acordo com o seu perfil ou formação.

Mas se você chegou agora e topa qualquer parada para ir se habituando com a rotina de um emprego no Reino Unido, recomendo dois sites de classificados líderes de audiência. O mais famoso é o GumTree (www.gumtree.com). Aqui, não são apenas empregos, mas também compra de produtos e lugares para morar que estão em oferta. O segundo é o TNT Jobs (www.tntjobs.co.uk). Ele pertence à editora responsável pela revista TNT, distribuída gratuitamente todas as segundas-feira e uma das principais publicações de dicas de cultura e lazer de Londres.

A outra sugestão é: seja paciente e perseverante. Você pode mandar uma dezena de curriculuns para os anúncios disponíveis e poucos podem responder, mas é assim mesmo. A concorrência é grande para as vagas mais modestas, que concentram as atenções da maior parte de estudantes do mundo todo. E não são poucos em Londres. E esteja consciente que jovens muito qualificados e graduados nas mais diversas especialidades estarão competindo com você por aquilo que – às vezes preconceituosamente, às vezes jocosamente – se chama por aqui de “subemprego“.

Além dos dois websites, procurar na internet informações para se candidatar a vagas em grandes redes é uma ótima pedida. Como não poderia deixar de ser, o McDonald’s é um dos preferidos, assim como grandes lojas de café como Starbucks, Cafe Nero e Costa, além de lancherias lideradas pela rede Pret a Manger e EAT. Você também pode procurar pelo Burger King, KFC e Nando’s. Normalmente, tais empresas apostam em jovens motivados com flexibilidade de horário, fornecendo um salário inicial razoável, benefícios e treinamento. Por sinal, o salário nestas categorias de emprego é medido por hora. O mínimo-hora, hoje, é de 5,80 libras.

Já trabalhos temporários através de agências são uma boa pedida para quem quer flexibilidade de horário. Essa categoria de emprego é chamada “catering“, e normalmente são atividades como a de garçom, recepcionista e promoters em hotéis, estádios de futebol e outros eventos. E caminhe pela cidade. Além da prazerosa atividade de turismo, observe com atenção em pubs, danceterias, lojas e restaurantes possíveis placas escritas “staff wanted”.

Por fim, outro ponto importante é a elaboração de um curriculum em inglês, o que não é fácil. Mas a internet é terreno fértil de modelos. Procure um exemplar europeu de CV, você verá que é um pouco diferente do brasileiro, e isso conta pontos junto aos gerentes.

Por hoje era só, um grande abraço!

Paulo Rocha é jornalista, colunista do Blog de Viagens e residente da capital do Reino Unido.

Visto de estudo no Reino Unido

Olá amigos do Blog de Viagens!

Em plena primavera, nem tudo são flores na terra do chá das cinco, e é sobre uma notícia relativamente desagradável que eu gostaria de comentar com vocês hoje.

Alguns postulantes a visto de estudos no Reino Unido estão encontrando novas (e mais rígidas) regras, impostas pelo orgão conhecido como Home Office. Anunciadas em fevereiro, as novidades já estão em vigor.

Na prática: a Grã-Bretanha está cada vez mais privilegiando quem tiver dinheiro, for mais qualificado e quiser trabalhar pouco. Falando assim, soa justo, uma vez que o reino ainda sofre com os reflexos da crise econômica e muitos britânicos perderam o emprego. No entanto, se você hoje postular, por exemplo, para o visto conhecido como estudo + trabalho (Tier 4, bastante comum e voltado aos estudantes de nível abaixo do universitário) e quiser trabalhar, saiba que a permissão de trabalho foi reduzida de 20 para 10 horas semanais. Esqueça, portanto, conseguir pagar pelo menos o aluguel trabalhando apenas isso.

As empresas, por sua vez, que estimulavam a contratação de estudantes estrangeiros como forma de obter mão-de-obra relativamente qualificada e barata, começam a torcer o nariz para candidatos que só podem trabalhar 10 horas por semana. Crescem, daí, as chances de candidatos integrantes da União Européia (e no caso, quem tiver algum tipo de cidadania européia, que podem trabalhar em período integral).

Apesar de (obviamente) isso não ser declarado publicamente por ninguém, essa medidas passam claramente por decisões de caráter político-eleitoreira, uma vez que as eleições estão marcadas para o próximo dia 6 de maio. E se você já está aqui e quiser renovar o visto, mais notícias ruins: as taxas para a solicitação também vão aumentar.

Você pode solicitar a extensão de duas formas: via formulário enviado pelo correio (cuja resposta é mais lenta mas o preço é menor) e via marcação de entrevista (mais caro, resposta mais rápida). Hoje girando em torno de 300 libras, o formulário deve passar para a casa das 500 libras, enquanto a entrevista, de 500, está prevista para atingir até 700 libras.

Não há previsão, pelo menos, de novas regras para o visto de turismo (até seis meses, sem permissão de trabalho). Mas prepare-se para encontrar agentes do departamento de Imigração mais atentos e rígidos. Portanto, traga todos os papéis que possam comprovar que você pretende mesmo retornar logo ao Brasil (passagem de volta, carta da escola, universidade ou trabalho comprovando uma possível licença, férias etc).

Grande abraço a todos e até à próxima.

Paulo Rocha é jornalista, colunista do Blog de Viagens e residente da capital do Reino Unido.

British Airways entra em greve

Para acessar a página da BBC e conferir essa matéria, clique aqui.

Representantes de pilotos e comissários de bordo da companhia aérea British Airways (BA) confirmaram nesta sexta-feira o início de uma paralisação de três dias a partir deste sábado contra planos de reestruturação da empresa, depois que fracassaram negociações de última hora para impedir a greve.

A expectativa é de que um total de 1,1 mil voos de um total de 1.950 marcados para os dias de protesto sejam cancelados.

Nos nove últimos meses de 2009, a empresa registrou um prejuízo de 342 milhões de libras (cerca de R$ 922 milhões).

Diante dos maus resultados, a BA anunciou que pretende reduzir o número de tripulantes em voos de longa distância de 15 para 14 e congelar os salários por dois anos.

Em todo o mundo, a BA pretende eliminar 4,9 mil postos de trabalho até o fim de março.

Tom Woodley, secretário-geral do sindicato representante da categoria, o Unite, acusou a BA de querer uma “guerra” com o sindicato.

Por sua vez, o presidente da companhia aérea britânica, Willie Walsh, afirmou que a greve é “profundamente lamentável”.

Plano de contingência

Depois do anúncio da greve, a British Airways anunciou um plano de contingência que vai permitir que 65% de seus clientes sejam atendidos durante o período de greve.

Todos os voos de longa distância e mais da metade dos voos mais curtos devem ser realizados normalmente a partir do aeroporto de Gatwick, ao sul de Londres.

Já no aeroporto de Heathrow, o mais importante que atende a capital britânica, mais de 60% dos voos de longa distância vão operar normalmente, e apenas 30% dos voos mais curtos devem ser realizados, segundo a previsão da empresa.

A empresa afirmou que não há indicação de alteração dos voos que opera do Brasil, de São Paulo e do Rio de Janeiro a Londres ou Buenos Aires, no primeiro período da greve, entre 20 e 22 de março.

A British Airways, entretanto, recomenda que passageiros chequem regularmente sua página na internet para verificar possíveis alterações.

A verificação é recomendável especialmente para passageiros que fazem conexões em Londres ou Buenos Aires para outros destinos.

Em sua página na internet, a companhia afirma que, para atender seus passageiros durante a greve, vai usar até 22 aeronaves, com suas respectivas tripulações, que serão emprestadas por outras oito empresas diferentes da Grã-Bretanha e Europa.

Os grevistas anunciaram que pretendem realizar outra paralisação no dia 27 de março caso não haja avanços nas negociações com a empresa.

City Tours gratuitos pela Europa no Blog de Viagens

Olá amigos do Blog de Viagens. O que você acha de um city tour gratuito pelas principais capitais europeias na companhia de guias jovens, bem-humorados e bem-informados?

Como vocês devem imaginar, hoje eu quero comentar algo bem relacionado a turismo pela Europa. Com pouco dinheiro e muita história pela volta, às vezes é difícil para o turista pesquisar em tempo hábil os principais detalhes das maiores cidades. Mas isso não é problema.

Recomendo aos amigos o trabalho desenvolvido pela Sandeman’s New Europe (http://www.neweuropetours.eu/). Presentes nas principais capitais do Velho Continente, os guias levam os interessados até o palco dos maiores acontecimentos da história, num tour que dura em média 3 horas e é recheado de bom-humor.

Normalmente, há duas opções de idiomas: inglês e espanhol. Durante o passeio, o turista tem a chance de parar em um café ou lancheria para recarregar as energias. Não esqueça de perguntar se integrantes do city tour têm direito a algum desconto em algum estabelecimento desses por perto, o que é normal.

Os guias são identificados através de um grande crachá vermelho. Para vocês terem um idéia do que podem curtir, recomendo um pequeno vídeo de um passeio em Londres.

Para encerrar essa semana, a dica cultural fica por conta do dia de Saint Patrick, o santo patrono dos irlandeses. A data religiosa é uma grande desculpa para muitos que estão dispostos a beber bastante Guinness e viver o mais puro ar irlandês. Oficialmente, a data é dia 17, mas em Londres a grande festa será antecipada para o próximo dia 14, a partir das 11h30, em Trafalgar Square. Cheers!

Paulo Rocha é jornalista, colunista do Blog de Viagens e residente da capital do Reino Unido.

Transporte em Londres

Olá pessoal, saudações britânicas aos amigos do Blog de Viagens.

Hoje quero tratar com vocês sobre um tema que mexe direto com o bolso daqueles que pretendem passar um tempo em Londres: transporte público. Que aqui está um dos melhores sistemas do mundo, praticamente todos já sabem. Somente linhas de metrô são 11, cortando todo o centro da cidade e regiões bem periféricas, sem esquecer ainda o sistema de trens intermunicipais e regionais que também passam pela cidade (National Rail Services), trens internacionais (International Rail Services), ônibus, táxis, ferryboats que levam você até para outros países…ufa. Carro, por aqui, soa como algo desnecessário. Mas, obviamente, paga-se um preço alto por tamanha eficiência, e a gritaria é geral quando envolve reajuste de tarifas (que não são baratas).

O modo mais prático para você se deslocar por Londres está na aquisição de um cartão chamado Oyster, o qual lhe oferece descontos modestos nas tarifas e pode ser usado no metrô (também chamado de Tube ou underground), nos ônibus e nos ferryboats. Londres é dividida em zonas, de 1 a 9. As principais atrações turísticas estão localizadas nas regiões 1 e 2, uma vez que essa divisão é feita na forma de anéis. Se você quiser ter um passe semanal liberado (ônibus + trem) para essas zonas centrais, por exemplo, o preço hoje é de 25 libras semanais. Já o bilhete simples de ônibus (o meio mais barato) é uma libra, enquanto no tube o valor irá depender para qual zona você está se deslocando e se o seu passeio é no horário de maior movimento (on-peak) ou não (off-peak). Nos horários de rush (07h30-09h30 e 16h00-19h00), a busca por um assento vago ou até para ficar de pé nos trens é dura, mas por outro lado os intervalos entre um comboio e outro dificilmente passe de 3 minutos.

Sair de Londres para outras cidades e regiões é bastante simples. Recentemente, a prefeitura anunciou a liberação do uso do Oyster para trens do National Rail Service que cortam a cidade, o que facilita a vida do usuário. Em Londres, as principais estações para tomar um destes comboios são Liverpool Street, Kings Cross e Victoria Station. Nestas mesmas estações você pode encontrar ônibus intermunicipais (chamados de coaches), no entanto o Oyster não é válido neles.

Como cada centavo conta, uma dica importante para quem está estudando em terras britânicas é solicitar o Oyster Photocard Student, o que pode ser feito pelo site www.tfl.gov.uk.. O preço do passe semanal para as zonas 1 e 2, antes 25 libras, cai para 18 libras para quem possuir este cartão.

E por falar em dica, a coluna gostaria de encerrar por hoje falando em cultura. No próximo dia 21 de fevereiro (domingo), acontecerá a celebração do ano-novo chinês em todo o mundo. Em Londres, a festa se concentrará a partir do meio-dia em Trafalgar Square e Chinatown (que fica junta à estação de Leicester Square). Na programação, desfile de bonecos gigantes, exibição de artes marciais e muita comida tradicional.

Até a próxima!

Paulo Rocha é jornalista, colunista do Blog de Viagens e  residente da capital do Reino Unido.

Ingressar na Europa

Olá amigos!
Gostaria de compartilhar com vocês hoje a minha experiência no meu primeiro ingresso na Europa, o que significa entender um pouco como funciona o processo burocrático de visto, checagem de documentos, revista e entrevista no departamento de imigração. No caso do Reino Unido, para quem deseja permanecer durante um tempo superior àquele considerado de turismo (a partir de seis meses), é necessário o pedido de um visto. No Brasil, há escritórios do governo britânico em São Paulo, Rio de Janeiro e a embaixada em Brasília. (Para saber o endereço das embaixadas e consulados, clique aqui.)

A formalização consistiu na entrega de documentos como duas cartas – confirmando o endereço onde moro e a matrícula na escola onde estudo em Londres -, um extrato juramentado da conta bancária traduzida para o inglês (há escritórios especializados em traduções que fazem isso. Custo médio de 60 reais.), passaporte e fornecimento de impressões digitais e fotos. Depois de um mês, passaporte e outros papéis originais são devolvidos via Correio na casa do interessado.

Minha chegada ao continente europeu se deu via Roma, pelo aeroporto de Fiumicino, onde troquei de avião para o aeroporto de Heathrow (Londres). Se está vindo pela primeira vez, acostume-se com um processo lento de verificagem de documentos e revistas. Na dúvida, não queira mostrar o quanto você tem personalidade própria e repita, sim, o que os outros estiverem fazendo. Isso inclui, a retirada dos sapatos, do cinto e de outro acessórios como brincos e relógios que tenham detalhes em metal que podem acionar o detector. Esse processo é comum e, uma vez no Reino Unido, você deverá repeti-lo sempre que retornar para a Grã-Bretanha caso vá para outros países da Comunidade Européia.

Se você demonstrar boa-vontade e entregar rapidamente o passaporte e algum outro documento que eventualmente podem lhe pedir também para confirmar sua identidade (como a carteirinha de estudante internacional), não terá problemas. Chegando finalmente ao destino final, Londres, momentos de tensão aguardam no departamento de imigração, que nada mais é do que uma série de guiches semelhantes ao de uma agencia bancária, onde lhe fazem algumas perguntas e você deverá entregar um pequeno formulário (normalmente fornecidado pela companhias aéreas no final do voo). Passada essa etapa, seja finalmente bem-vindo.
Até a próxima!

Paulo Rocha é jornalista e reside em Londres

Diário de Londres

Olá!                                                                                                

Alguns leitores já me conhecem de colaborações anteriores no Blog de Viagens. A verdade é que, depois de um tempo considerável de ausência, este amigo que vos escreve mudou de ares e tentará, na medida do possível, trazer a partir de hoje as últimas dicas e notícias sobre Londres, onde me encontro neste momento aproveitando os sabores e dissabores de um intercâmbio.  

A experiência de viver durantes alguns meses em uma terra completamente nova, imerso em uma cultura (ou várias, para ser mais exato) nessa babilônia que é a capital da Inglaterra é fascinante. Uma rápida busca pela internet para os interessados em viver aqui ou conhecê-la mais revela a magnitude da cidade: o aeroporto mais movimentado da Europa (Heathrow), a maior densidade urbana, o maior número de idiomas falados (cerca de 300) etc. Aliás, estima-se que 40% da população seja de origem não-britânica. Brasileiros, conforme o Consulado, são estimados em cerca de 200 mil, número extremamente flutuante em função da presença de imigrantes ilegais, uma realidade bastante complexa quando analisada de perto. 

A cidade possui uma identidade muito peculiar, um misto de uma história bastante solidificada e presente em seus monumentos e museus (são ótimos!), e uma mutação permanente, resultado da influência da imigração e da realidade inconteste de que será, para sempre, a capital de um império. Há opções para todos os gostos.  

Para encerrar, por hora, quero desejar a todos um ótimo 2010, repleto de viagens e cultura. Uma última dica, para quem estiver por aqui e for curtir o show do Reveillon às margens do rio Tâmisa, é aproveitar que o transporte público será gratuito durante toda a madrugada do dia 1º, sob o patrocínio de uma companhia de seguros. Até mais! 

Paulo Rocha é jornalista e reside em Londres



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