Archive for the 'Museus' Category
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Seth Kugel
New York Times Syndicate
Tradução: George El Khouri Andolfato
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Montevidéu pode ser ofuscada por suas vizinhas mais badaladas, Punta del Este e Buenos Aires, mas a capital do Uruguai não sofre de complexo de inferioridade. Como centro político e comercial do país, Montevidéu segue seu próprio ritmo indiferente. Seus 1,3 milhão de habitantes gostam de exibir os prazeres como de uma cápsula do tempo de sua cidade, como as mateiras de couro penduradas em seus ombros, que guardam as garrafas térmicas e cuias para preparo do chimarrão. E apesar do horizonte de Montevidéu estar pontuado por alguns arranha-céus, a cidade abriga pequenos museus encantadores, uma cidade velha animada e apenas um punhado de turistas. É uma cidade que os uruguaios gostam de manter em segredo.

Como centro político e comercial do país, Montevidéu segue seu próprio ritmo indiferente. Na foto, Palácio Salvo uma vez foi o edifício mais alto da América do Sul.
Sexta-feira
16h – Cachorro-quente e arte bacana
Mergulhe direto na vida do centro parando na Plaza Fabini (18 de Julio com Rio Negro) de Montevidéu. Apelidada de Plaza del Entrevero pelos moradores locais devido à estátua em seu centro, a praça bem cuidada, com fonte, é perfeita para desfrutar os raios do sol de fim de tarde e para observar pessoas. O café ao ar livre, La Pasiva, é famoso por seus “panchos”, cachorros-quentes servidos com uma receita secreta picante de mostarda (18 pesos uruguaios, cerca de 85 cents, com o dólar cotado a 21,57 pesos) e melhor acompanhados com uma garrafa de Paso de los Toros, a contribuição do Uruguai aos grandes refrigerantes de pomelo do mundo. E escondido embaixo fica o Subte (598-2-908-7643; subtemvd.blogspot.com), um espaço de exposição gratuito que frequentemente exibe artistas uruguaios contemporâneos.
18h – Fatia de bolo
O apóstrofo pode ser desnecessário, mas tudo mais está no seu devido lugar no Cake’s (José Ellauri 1067; 598-2-707-6207; cakes.com.uy), no bairro nobre de Pocitos. É um lugar maravilhoso para tomar chá e provar as sobremesas enormes (108 pesos) que facilmente manterão a fome afastada até a tardia hora do jantar de Montevidéu. Experimente o mille-feuille ao estilo uruguaio, repleto de doce de leite; ou os alfajores, biscoitos recheados com doce de leite. (Eles têm alguns itens sem doce de leite, mas por que se dar ao trabalho?)
21h – Cheio de queijo
Os restaurantes casuais de Montevidéu possuem cardápios notadamente semelhantes, que giram em torno do chope, das muzzarelas (fatias de pizza), fainá (um pão chato feito de farinha de grão-de-bico) e chivitos (sanduíches de carne bovina). Para um endereço à moda antiga ligeiramente acima dos demais, experimente a Pizzería Trouville (21 de Septiembre 3104; 598-2-711-2598), um ponto popular em Pocitos, que fica em um meio-termo entre bar e restaurante. Suas muzzarelas são repletas de queijo (a menos que você peça “pizza”, que vem sem queijo) e o sabor será ainda melhor se você conseguir pegar uma mesa ao ar livre.
23h – Dobre sua diversão
Montevidéu não está no radar de muitas celebridades (ou ainda não), mas o Baar Fun Fun (Ciudadela 1229, Mercado Central; 598-2-915-8005; barfunfun.com), um bar fundado em 1895 e que atualmente é um ponto badalado de tango e música candombe local, já atraiu algumas, como comprovam as fotos na parede. Entre elas o roqueiro canadense Bryan Adams, o ator Danny Glover e a presidente do Chile, Michelle Bachelet. Enquanto isso, uruguaios de todas as idades lotam o local para beber uvita, um drinque superdoce à base de vinho, ouvir apresentações ao vivo e, até onde o bar lotado permite, dançar.
Sábado
11h – Mercado matinal
Apesar dos táxis serem baratos, o centro de Montevidéu é fácil de ser percorrido a pé e um bom lugar para começar é o Mercado de los Artesanos (Plaza Cagancha 1365; 598-2-901-0887), uma feira de artesanato onde os artesãos se revezam vendendo velas, trabalhos em couro, abajures de cerâmica e bonecas uns dos outros. Depois, desça a 18 de Julio para se embasbacar com o Palacio Salvo, o prédio mais alto da América do Sul quando foi construído nos anos 20. Então perambule pela cidade velha, para ver quão agradável um distrito histórico pode ser quando são removidos os turistas e, em seu lugar, há apenas moradores cuidando de seus afazeres diários.

As tardes de sábado assumem uma atmosfera de festa virtual no Mercado del Puerto, um mercado portuário do século 19 que é o prazer dos carnívoros. - Foto Horácio Paone/ NYT
13h – Encontro para carne
As tardes de sábado assumem uma atmosfera de festa virtual no Mercado del Puerto (Piedras com Yacare; 598-2-915-4178; mercadodelpuerto.com), um mercado portuário do século 19 que é o prazer dos carnívoros. A rotina tradicional: comece no bar do Roldós com uma garrafa de Medio y Medio, uma mistura de vinho seco e espumante que serve como bebida oficial do mercado e, a 120 pesos a garrafa, é um rápido indutor de farra. Então passe para um tinto uruguaio quando sentar-se para uma refeição em um dos restaurantes de parrillada como o La Maestranza, onde hábeis mestres da grelha assam pedaços de carne e, provavelmente apenas como exibição, um pimentão verde. Almoço para dois, com vinho, sai por cerca de 750 pesos.
16h – Onde está Gurvich?
Desde os sete pecados capitais retratados por animais de fazenda a pinturas que lembram uma montagem de “Onde Está Wally?”, José Gurvich é um dos artistas uruguaios mais conhecidos do século 20. Celebre sua vida e obra no Museu Gurvich (Ituzaingo 1377, Plaza Matriz; 598-2-915-7826; museogurvich.org), um museu inteligentemente planejado que é uma biografia em um prédio. Visite os três andares de suas pinturas, esculturas, colagens e murais – o homem fez de tudo, exceto criar vídeos para o YouTube, e isso provavelmente apenas porque ele morreu em 1974.
19h – Dividindo canudinhos
Lembra de quando as noites de fim de semana significavam ir à beira-mar com suas garrafas térmicas cheias de água quente para beber chimarrão, compartilhando um canudinho de metal? Não lembra? Então você certamente não é de Pocitos, onde um trecho da Rambla fica cheio de casais e grupos de amigos. O público tende a ser jovem, mas não exclusivamente. O dono da erva-mate despeja a água e passa de um amigo para outro. É um lance de cada um faz o seu, então se você quiser participar, certifique-se de comprar com antecedência a erva-mate e a garrafa térmica; elas são fáceis de encontrar.
22h – Pausa para o sushi
Por mais que tentem, os moradores de Montevidéu não conseguem viver só de carne, e um lugar onde fazem uma pausa na cultura da carne bovina é o Café Misterio (Costa Rica 1700, Carrasco; 598-2-601-8765; cafemisterio.com.uy), um sushi bar que há anos é um dos pontos mais badalados da cidade. O retrô se encontra com o moderno da decoração que muda sempre, pessoas trintonas se encontram com sexagenárias no bar e sashimi de polvo (190 pesos por quatro fatias) se encontra com mojitos (100 pesos) no cardápio.
2h – Redondo (como um disco)
Às 2 horas da madrugada é quase cedo demais para chegar ao Lotus (World Trade Center; 598-2-628-1379; lotus.com.uy), o clube do momento em Montevidéu, mas há abundância de bares lotados na área, como o El Pony Pisador (José Iturriaga 3497; 598-2-622-1885; elponypisador.com.uy), para um aquecimento. O Lotus é quase perturbadoramente redondo, como uma discoteca em uma espaçonave marciana nos anos 70, mas cria uma transição fluente entre os observadores na parte externa, aqueles que flertam um anel adiante e as pessoas dançando música house no interior. O público varia dos ultraelegantes até aqueles que apenas querem se divertir com os amigos. Tente ir embora antes das 4h30, ou terá que nadar contra a correnteza de todos aqueles que chegam tarde.
Domingo
11h – Passeio pela feira
À procura de cebolas frescas, amendoim doce, suéteres, livros usados, flores, um controle remoto usado ou um animal de estimação? Você encontrará tudo isso e muito mais na feira de rua de Tristan Narvaja, que ocupa quadras e quadras na rua de mesmo nome aos domingos. Mesmo se você só estiver no mercado para uma caminhada por uma feira interessante, sua satisfação estará garantida.

Chivito, o sanduíche uruguaio de carne bovina grelhada que, mesmo na sua forma mais simples, vem repleto de alface, tomate, ovo e queijo. Foto: Horácio Paone
13h – Última chamada para Chivitos
Se você chegou até aqui sem provar um chivito, o sanduíche uruguaio de carne bovina grelhada que, mesmo na sua forma mais simples, vem repleto de alface, tomate, ovo e queijo, você provavelmente estabeleceu um recorde montevideano. O Papoñita (18 de Julio 1649; 598-2-408-4840), um restaurante à moda antiga, repleto de velhos casais simpáticos, acabará com esse jejum. O chivito canadense, que vem com presunto, alface, tomate e toneladas de outras coisas, custa 160 pesos; o copa melba (175 pesos) é outra especialidade, um sorvete alto como arranha-céu que é um feito arquitetônico tanto quanto os prédios ao redor.
O básico
Pense duas vezes antes de escolher um hotel no centro. Charmosa de dia, a cidade velha pode ser barulhenta e desagradável, ou silenciosa e perigosa, à noite. Como é fácil circular pela cidade em táxis baratos, é melhor ficar em um bairro mais nobre como Pocitos, que fica à beira-mar. A maioria dos hotéis aceita dólares americanos.
O Ermitage Hotel (Juan Benito Blanco 783; 598-2-710-4021; ermitagemontevideo.com), dos anos 50, oferece um custo-benefício excelente, com quartos com vista para o mar a partir de US$ 80.
Uma opção mais moderna é o Trouville Apart & Suites (Francisco Vidal 726 com Juan Maria Pérez 2957; 598-2-712-0903; puntatrouville.com.uy). Os quartos, equipados com quitinete, custam a partir de US$ 85.
Para acomodações de luxo, o Belmont House, no bairro Carrasco (Riviera 6512; 598-2-600-0430; belmonthouse.com.uy), oferece quartos duplos a partir de US$ 240.
Reportagem: Helene Cooper
New York Times Syndicate
Tradução: George El Khouri Andolfato
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No Eighteenth Street Lounge, salas de sofás de veludo e lareiras aguardam por você - Foto: Divulgação.
Washington está repentinamente de novo na moda, acrescido de uma dose dupla de jovens trabalhadores políticos idealistas, que de fato acreditam que podem mudar o mundo, além da chegada do primeiro presidente negro dos Estados Unidos. Passou a ser até bacana acenar a bandeira. E nos meses de lua-de-mel da presidência de Barack Obama, antes do casamento do país com o novo presidente azedar como de costume, uma viagem à capital do país é o que há. Seria quase antipatriótico não visitá-la.
Sexta-feira
18h – A festa começa cedo
Beba na companhia dos recém-chegados a Washington no Eighteenth Street Lounge (1212 18th Street NW; 202-466-3922; www.eighteenthstreetlounge.com). Entre pela porta ao lado da Mattress Discounters -não há sinalização do lado de fora- suba as escadas e voilà! Uma casa geminada de múltiplos níveis, com sala após sala de sofás de veludo e lareiras, aguarda por você. Há um deck nos fundos para coquetéis pós-expediente na primavera e verão.
20h – Coma como a Oprah
Tome um táxi até Capital Hill, até o Art and Soul Restaurant no Liaison Hotel (415 New Jersey Avenue NW; 202-393-7777; www.artandsouldc.com). O ex-chef de Oprah Winfrey, Art Smith, é o dono deste restaurante que foi a central de comando das grandes festas da posse. Sim, você já tomou uns drinques, mas você não vai dirigir, então não deixe de provar a margarita no bar antes de se sentar para comer. O cardápio fará você se recordar que, sim, Washington é uma cidade sulista -nem pense em deixar de provar a Chesapeake Bay Fry para começar. É uma combinação de frutos do mar fritos, mariscos, lula, camarão e ostras com, é claro, quiabo. Os bolos de milho Terra e Mar (com caranguejo, carne bovina e queijo brie) são ridiculamente bons. Se ainda estiver com fome, então peça a costeleta de porco com molho de presunto. E os bolinhos miniatura de coco e chocolate. O jantar para dois, com drinques, vinho e sobremesa, custa cerca de US$ 140.
22h – Caminhada da liberdade
Por sorte, você não está usando sapatos Prada com saltos de 13 centímetros, porque você vai queimar a costeleta de porco com uma caminhada até o parque National Mall. Seu destino é o Lincoln Memorial (www.nps.gov/linc), com o velho Abe iluminado por trás à noite. Os monumentos de Washington são sempre melhores vistos à noite, quando os turistas vão embora e os românticos estão caminhando de braços dados. Na noite da eleição, o Lincoln Memorial era um local carregado de emoção: Illinois estava enviando outro de seus filhos para Washington. De lá para cá, o monumento que há muito era o primeiro destino dos visitantes afro-americanos em Washington se tornou quase um refúgio, com moradores e visitantes vindo para ler a inscrição “Sem malícia contra ninguém; com caridade para com todos” e refletir sobre a América, a Bela.
Sábado
9h – Protesto sentado matinal
O café da manhã no Florida Avenue Grill (1100 Florida Avenue NW; 202-265-1586), uma instituição de culinária sulista, evoca os protestos sentados e o movimento dos direitos civis. O endereço serve a gordurosa e deliciosa culinária do Sul desde 1944. Mingau quente, presunto, biscoitos e molho -tudo cercado por fotos de antigos figurões de Washington, como Ron Brown, o ex-secretário do Comércio, e Strom Thurmond, o ex-senador da Carolina do Sul. Obama terá que manter a linha se seguir seus predecessores aqui.

Centro de Visitantes do Capitólio oferece exposições rotativas de documentos históricos - Foto: Divulgação
10h – Nº 1600 da avenida Pennsylvania
Nós sabemos, é o local turístico mais visado. Mas entenda, é a Casa Branca (1600 Pennsylvania Avenue; 202-456-7041; www.whitehouse.gov). Para agendar uma visita, primeiro é preciso encontrar nove amigos para acompanharem você. Então telefone para seu deputado no Congresso para agendar. (Não sabe exatamente quem é? Procure em writerep.house.gov.) Esses passeios sem guia -que funcionam na base do primeiro que chegar é o primeiro a entrar e são marcados com cerca de um mês de antecedência- permitem que você explore as salas públicas e os jardins. Sinto muito, mas você não poderá checar a quadra de basquete interna planejada por Obama, mas poderá ver a Sala Leste, a Sala de Recepção Diplomática e a sala de jantar onde ocorrem aqueles sofisticados jantares de Estado.
Meio-dia – Olá, Betsy
Não, não é aquela Betsy… não há bandeiras estreladas no Betsy Fisher (1224 Connecticut Avenue NW; 202-785-1975; www.betsyfisher.com). Esta butique estilizada e elegante é ponto de referência para os funcionários do novo governo Obama. (A porta-voz de transição de Obama, Stephanie Cutter, descola seus vestidos Diane von Furstenberg aqui.) A proprietária, Betsy Fisher Albaugh, sempre tem drinques e vinho à mão para manter ocupados os homens que invariavelmente são arrastados para a loja.
14h – Vamos, deputado!
Ele levou seis anos para ser concluído, mas o Centro de Visitantes do Capitólio dos Estados Unidos (Capitol Hill; na extremidade leste do parque The Mall; 202-225-6827; www.visitthecapitol.gov) finalmente foi inaugurado. O centro subterrâneo visa aliviar o gargalo que costumava servir de entrada para os visitantes no Capitólio. Ele faz isso e mais, apesar das críticas, que dizem que ele assume uma vida própria separada demais do próprio Capitólio. Confira pessoalmente -é possível agendar uma visita pelo site, ou apenas comparecer e perambular pelo local. O centro oferece exposições rotativas de documentos históricos, que podem variar de uma cópia cerimonial da 13ª Emenda que aboliu a escravidão ao discurso feito pelo presidente Bush ao Congresso, após os ataques do 11 de Setembro.
19h – Hora da festa
Ok, basta de turismo federal, é hora de encontrar os washingtonianos de verdade. Vá ao sempre agitado Corredor da U Street e descole um banco no Local 16 (1602 U Street NW; 202-265-2828; www.localsixteen.com), um popular reduto democrata. Há múltiplos lounges e, melhor de tudo, um deck na cobertura, onde é possível ver as luzes da cidade enquanto beberica seu martini de melancia pré-jantar. Muitos arrecadadores de fundos democratas frequentam o lugar, então não se surpreenda se houver alguma festa privada em uma das salas.
20h30 – Prato político
Jante a poucas quadras de distância no Cork Wine Bar (1720 14th Street NW; 202-265-2675; www.corkdc.com), que pode ter uma das melhores batatas fritas da cidade. Os proprietários, Khalid Pitts e Diane Gross, são amigos de Barack (Pitts é diretor de responsabilidade política da União Internacional dos Funcionários do Setor de Serviços, que apoiou Obama, e Gross trabalhou para o establishment político democrata por anos). O cardápio inclui pratos grandes e pequenos, de queijos e azeitonas marinadas a confit de pato e sauté de couve. E, minha nossa, não esqueça das batatas fritas! Elas são temperadas com alho e limão. Pode pedir duas porções. O jantar para dois, com vinho, custa cerca de US$ 60.
22h30 – Sala cheia de fumaça
Fume o resto de sua noite no Chi-Cha (1624 U Street NW; 202-234-8400; www.latinconcepts.com/chi-cha), um lounge onde se fuma tabaco com mel por um narguilé ao mesmo tempo que se toma drinques de fim de noite. O público eclético dança rumba e salsa até altas horas da madrugada, e há sempre um diplomata em um sofá de canto fazendo algo impróprio -desvie o olhar, curta seu narguilé e dance com o ritmo. É como estar em Beirute. Ok, vamos tentar de novo. É como estar em Marrakech. Bem, talvez Marrakech com música brasileira. Se quiser que a noite prossiga, pare no Ben’s Chili Bowl no momento em que está mais movimentado.
Domingo
8h – Rio idílico
Washington é conhecida pelas belas manhãs ao longo do Rio Potomac, e uma forma perfeita de vê-las é de uma canoa. A Thompson Boat Center (2900 Virginia Avenue NW; 202-333-9543; www.thompsonboatcenter.com), no encontro de Georgetown com o Rock Creek Parkway, oferece aluguéis de canoa a partir de US$ 8 a hora e US$ 22 por dia. Reme pelo rio e poderá ver um senador (ou um príncipe saudita) tomando café no pátio de sua mansão.

Igreja Católica Romana de Santo Agostinho é uma das mais antigas igrejas negras dos EUA - Foto: Divulgação
12h30 – Levante sua voz
A Igreja Católica Romana de Santo Agostinho (1419 V Street NW; 202-265-1470; www.saintaugustine-dc.org) que se considera a “Igreja Mãe dos Católicos Negros nos Estados Unidos”, é uma das mais antigas igrejas católicas negras do país. A missa dominical das 12h30 combina hinos tradicionais negros com música gospel. O local tem cantado com fervor particular desde o dia da eleição, em 2008.
Onde ficar
O Hotel Palomar (2121 P Street NW; 202-448-1800; www.hotelpalomar-dc.com) é um hotel butique Kimpton no coração do Círculo Dupont. Diárias a partir de US$ 150.
O Hotel Monaco (700 F Street NW; 202-628-7177; www.monaco-dc.com), também um hotel Kimpton, fica no Penn Quarter, em frente à Galeria Nacional de Retratos e perto do Museu Internacional da Espionagem. Quartos a partir de US$ 180.
O Hotel Tabard Inn (1739 N Street NW; 202-785-1277; www.tabardinn.com) é uma alternativa barata (alguns quartos compartilham um banheiro) repleta de charme; pense na Velha Inglaterra não distante da Casa Branca. A diária dos quartos com banheiro compartilhado custa a partir de US$ 113; com banheiro privado, US$ 158.
Reportagem: Michael Slackman
New York Times Syndicate
Tradução: George El Khouri Andolfato
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O Cairo é Terceiro Mundo e Primeiro Mundo, mundo islâmico e mundo faraônico, uma cidade fervilhante que abala todos os sentidos, simultaneamente. Há milhares de anos de história nesta cidade de 18 milhões de habitantes, e essa história pode ser vista nas próprias pessoas: do mascate moderno de ful, vendendo sua pasta de feijão cozido em um carrinho decorado, do capitão de faluca conduzindo sua embarcação pelo escuro Nilo, o jovem andando de bicicleta em meio ao tráfego com um tabuleiro de pão do tamanho de uma escada equilibrado na cabeça. Prepare-se: tenha um lenço de cabeça para as mulheres entrarem nas mesquitas; pacotes de lenços de papel para paradas em toaletes; pequenos trocados para gorjetas; e, se gostar de beber, uma garrafa ou duas de vinho do free shop do aeroporto. O Cairo tem muito a oferecer, mas uma boa garrafa de vinho não está inclusa.
Sexta-feira
17h – Navegando no passado
Não há melhor forma de conjurar o espírito oriental do que fazer um passeio de faluca pelo Nilo. O melhor lugar para encontrar um destes barcos de fundo chato com uma mesa de piquenique no meio é na estrada na encosta em frente ao Four Seasons Hotel, no embarcadouro Dok Dok em Garden City. Os turistas podem esperar pagar 60 libras, ou cerca de US$ 11 com o dólar valendo cerca de 5,60 libras egípcias. Leve aquela garrafa de vinho que você comprou no free shop.
19h – Fumaça na água
Esqueça o politicamente correto. O Cairo é uma cidade de fumantes e, na maioria dos casos, isto significa cigarros baratos, fortes. Mas os cachimbos de água (narguilé ou shisha, como é chamado ali) são suaves, limpos e oferecem sabores variados -melão, morango, maçã, pêssego- no Sequoia (rua Abu El Feda; 20-2-2735-0014), um restaurante agradável na ponta norte de Zamalek, uma ilha próxima ao centro da cidade. Aqui, é possível sentar sob uma tenda branca, fumar um shisha e pedir uma cerveja, Sakhara ou Stella, feita no Egito. Há um preço mínimo de 65 libras nos dias úteis e 90 libras nos fins de semana, um mínimo facilmente atingido se pedir comida -cuscuz de cabrito, shish taouk, mezze quente e frio, incluindo hummus, e charutos de folha de uva. O jantar sai em média 100 libras por pessoa.
22h – Diversão na ponte
Há um Hard Rock Café no Hyatt e um recém-inaugurado Buddha Bar no Sofitel, mas, se este é o seu interesse, por que ir ao Cairo? Faça uma caminhada até a Ponte Seis de Outubro, que sai de Zamalek, onde acontece um casamento atrás do outro e as festas são realizadas ao longo do guard-rail. Se o ambiente estiver muito barulhento, vá até a próxima ponte -Kasr el Nil- que freqüentemente está lotada de homens e mulheres jovens.
Sábado
9h – Feijões e tamaya
O Cairo não é a capital gourmet do Oriente Médio, mas a comida aqui é boa. Opte pelos pratos egípcios como ful e tamaya -discos fritos de pasta de feijão-fava. Ambos são pratos favoritos no café da manhã egípcio. Pegue um táxi até a praça Sayeda Zeinab no movimentado bairro de Sayeda Zeinab (sendo turista, você pode esperar pagar o dobro da tarifa habitual de 5 libras). Esteja com bastante fome quando for ao El Karbegi (praça Sayeda Zeinab, 11; 20-2-2391-4318). Por apenas poucas libras, desfrute de sanduíches recheados com o tamaya e ful mais frescos no Cairo.
10h – Cairo islâmico
Siga para a vizinha praça Ibn Tulun para iniciar uma visita ao Cairo islâmico, uma mistura extraordinária de confusão cotidiana moderna com o poder altivo da arquitetura islâmica do Egito. Duas paradas obrigatórias -o Museu Gayer-Anderson e a Mesquita Ibn Tulun do século 9- são abertas aos turistas diariamente às 8h, exceto às sextas. Os turistas pagam um ingresso de 30 libras para entrar no museu Anderson, lar de um mercador do século 16. Dê 10 libras de doação para a mesquita vizinha e um homem cobrirá seus calçados em botas de lona para que possa explorar o vasto salão de oração de cor de areia. Suba até a cobertura e ao minarete para uma vista do bairro.
11h30 – Compras sem incômodo
Os agressivos vendedores ambulantes podem arruinar a experiência de compras no Cairo. O que torna a loja Khan Misr Touloun (Midan Ibn Tulun, 17, diante da Mesquita Ibn Tulun, 20-2-2365-2227) ainda mais especial. Lá dentro não há falatório, nenhum incômodo. Você encontrará cerâmica tradicional da cidade-oásis de Fayoum, jóias de prata, vidro artesanal, cestas zambianas e quatro mapas essenciais, de fácil leitura, chamados Cairo Medieval (15 libras cada).
Meio-dia – Mesquitas e um mercado
De Ibn Tulun, use os mapas No. 3 e No. 4 para caminhar até a Mesquita Sultão Hassan e a Mesquita Rifai, onde está enterrado o último xá do Irã em um túmulo solitário. A Mesquita Azul, distante de 5 a 10 minutos de caminhada ao norte, está caindo aos pedaços, mas é tranqüila. Costuma não haver ninguém exceto Gamal, o zelador que fica sentado em um tapete aguardando por um visitante ocasional. Os ladrilhos azuis que restam em algumas poucas paredes foram feitos na Turquia há centenas de anos, mas o motivo para a visita é subir o minarete. A subida conta com 83 em forma de saca-rolhas, metade deles no escuro total. Mas a vista da imponente Mesquita Muhammad Ali na Cidadela, da Cidade dos Mortos e do Parque Azhar, uma área verde construída por Agha Khan, faz a escalada valer a pena. A entrada é gratuita, mas dê uma gorjeta de 20 libras para Gamal. Então saia da mesquita e caminha até o Bab Zuwayla, um dos três portões fatimidas, que conduzem ao agitado mercado vale-tudo, o Khan el-Khalili. Aqui é possível pechinchar feito louco e comprar de tudo, de cachimbos de água a ervas medicinais e jóias. Mas é melhor os compradores terem cuidado.
15h – Coma como um egípcio
Com fome? Como estamos nos atendo à cozinha egípcia, experimente o koshary, uma mistura de espaguete, cebolas fritas, lentilhas e, se quiser, molho vermelho picante. No Abou Tarek, no bairro Maarouf (www.aboutarek.com), há dois pratos, grande e pequeno, 3 e 5 libras. Sente-se às mesas de metal ou peça para viagem.
16h – Tempos faraônicos
As pirâmides de Gizé, saindo do Cairo, são uma excursão obrigatória por si só, mas não são a única amostra do Egito faraônico no Cairo ou arredores. No coração da cidade, o monumental Museu Egípcio (www.egyptianmuseum.gov.eg), na praça Tahrir, presta homenagem a tudo o que é faraônico. No andar de cima há uma pequena bilheteria (o ingresso custa 100 libras) para a Sala da Múmia. Além da bilheteria se encontram os tesouros do Rei Tut. Há duas pequenas salas repletas de coisas de Tut, incluindo a máscara de ouro do rei menino e o enorme sarcófago de ouro.
20h – Jantar e pós-jantar
Pegue uma mesa na varanda sobre o Nilo no El Kebabgy, um restaurante recém-reaberto no hotel Sofitel (rua El Thawra Council, 3, Zamalek; 20-2-2737-3737). Peça o grelhado misto (120 libras), que inclui cabrito e frango. Então tome um táxi do outro lado Nilo para ir ao Cairo Jazz Club (Rua 26 de Julho, 197, Agouza; 20-2-3345-9939; www.cairojazzclub.com), onde há dois bares, um perto da pista de dança e outro na área mais tranqüila perto da entrada. Este último recebe uma mistura de ocidentais e egípcios de classe alta.
Domingo
Na estação Sadat na praça Tahrir, pegue o metrô (1 libra) para Helwan e desça na estação Mar Girgis. Isto deixará você dentro do Cairo Cóptico. Há muito o que ver nesta área compacta e tranqüila, mas há dois pontos importantes: a cripta da Sagrada Família sob a Igreja de São Sérgio e o Convento de São Jorge. Os turistas freqüentemente deixam de visitar a minúscula Capela de São Jorge, uma pequena sala em um porão onde os fiéis colocam uma corrente -supostamente usada para torturar São Jorge- ao redor do pescoço e olham para a imagem mecânica na parede retratando São Jorge cravando a lança no dragão. Finalmente, há a Sinagoga Ben Ezra, e lá, nas palhas, o bebê Moisés foi escondido. Agora é tudo cimentado e uma parede. Depois, visite o velho cemitério, uma pausa tranqüila do caos da cidade e uma caminhada por entre túmulos que testemunham a diversidade étnica que já fez do Cairo uma grande cidade cosmopolita.

No El Karbegi, há os sanduíches recheados com o tamaya e ful mais frescos do Cairo - Foto:Shawn Baldwi/NYT
8h30 – Cairo Cóptico
Informações básicas
Se quiser ficar perto do centro da cidade, é possível ficar no novo Four Seasons Hotel na Nile Plaza (20-2-2791-7000; www.fourseasons.com/caironp -não confunda com o Four Seasons perto do zoológico, em Gizé). Bom serviço, muitas flores, tudo em ordem. A diária padrão para um quarto com vista do Nilo é de US$ 520.
No Cairo Marriott em Zamalek (20-2-2728-3000; www.marriott.com), construído em torno de um palácio do século 19, o serviço pode ser enlouquecedor, principalmente na recepção e no restaurante no jardim, mas os quartos foram reformados recentemente e o hotel conta com um belo jardim, um restaurante ao ar livre e uma grande piscina. Ele também possui um cassino. A diária padrão para um quarto de luxo com vista para o jardim é de cerca de US$ 200.
No centro, o Windsor Hotel Cairo (Rua Alfi Bei,19, 20-2-2591-5810; www.windsorcairo.com), a uma distância de caminhada do museu, é uma alternativa da moda de baixo custo, histórica, com um grande bar. As diárias dos quartos de luxo são de cerca de US$ 60.
New York Times SyndicateTradução: George El Khouri Andolfato
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Madri é novamente uma cidade para pedestres. Por cinco anos, o projeto de reforma urbana do prefeito Alberto Ruiz-Gallardón transformou a capital da Espanha em um imenso canteiro de obras. Calçadas e ruas foram escavadas e parte do rodoanel nos limites da cidade se tornou subterrâneo. Mas a recessão e o fim do boom imobiliário interromperam grande parte da plástica ambiciosa. O prefeito adiou um plano para reorganizar o trânsito e as faixas de pedestres que passam pelo Prado -que teria derrubado dezenas de árvores. Por ora, a humanidade da cidade foi restaurada.
Sexta-feira
16h30 – Passeio pelo bairro
Com seus arcos, sacadas e fachadas pintadas, a Plaza Mayor, a praça do século 17 onde touradas, julgamentos e execuções costumavam ser realizadas, é o modo mais esplêndido de encontrar Madri. Ignore as galerias -cheias ímãs de geladeira das dançarinas flamencas e meias com “Madrid” escrito- e caminhe até a Plaza de la Paja. Espie dentro do Jardín del Príncipe de Anglona, cujos muros de tijolos e concreto escondem o pequeno jardim com caminhos de tijolos e amendoeiras e romãzeiras em seu interior. Então pare para um chá de ervas servido em uma caneca marroquina no Delic café e bar (Costanilla de San Andrés, 14; 34-91-364-5450; www.deliccafe.com; não aceita cartão de crédito). A poucos passos de distância, veja dois coloridos mosaicos romanos antigos no Museo de los Orígenes, Casa de San Isidro (Plaza de San Andrés, 2; 34-91-366-7415).
18h – Arte para a alma
Corra para a próxima e magnificamente azulejada Basílica de San Francisco el Grande (Plaza de San Francisco; 34-91-365-3800). O domo é maior do que o da Catedral de São Paulo em Londres. Mas a verdadeira atração é a pintura de San Bernardino de Siena, uma das primeiras pinturas de Goya em Madri. Goya pintou a si mesmo no lado direito. Também frequentemente ignoradas são as pinturas de Zurbarán e Velázquez.
21h – Clássicos atualizados
La Gastroteca de Santiago ainda não foi descoberta pelos turistas (Plaza de Santiago, 1; 34-91-548-0707; www.lagastrotecadesantiago.es). O espaço de paredes vermelhas e azulejos brancos é simples e moderno, com portas de vidro oferecendo uma vista da cozinha, onde Juan Carlos Ramos, o chef e proprietário, faz sua mágica. Os primeiros pratos são grandes o bastante para serem divididos. O cardápio muda com frequência (com opções como terrine de rabo de porco e lagosta ou confit de cabra com feijão de fava e hortelã). Dois podem comer -com vinho- por menos de 100 euros, ou US$ 130, com o euro cotado a cerca de US$ 1,30.
Meia-noite – Música noturna
A música é boa e a atmosfera é ainda melhor no Café Central (Plaza del Ángel, 10; 34-91-369-3226; www.cafecentralmadrid.com). Com seu pé direito alto, pilares espelhados, mesas com tampa de mármore e toques art déco, ele atrai os verdadeiros amantes de blues e jazz da cidade, que encorajam os artistas com fortes aplausos e gritos de “Bravo!” Todo mundo parece o tipo de pessoa que você gostaria de conhecer. Aberto até as 3h ou mais tarde nas noites de sexta e sábado.
Sábado
10h30 – Acaso afortunado e caos
A Regalos Originales atrai colecionadores sérios de cartões postais, que procuram pacientemente em meio aos milhares oferecidos -cartões postais italianos de Brigitte Bardot nos anos 50 e 60 custam 50 cents (Calle Almirante 23; 34-91-308-1202). Pergunte por Silvia de la Torre ou seus pais, os proprietários. Tente persuadi-los a permitir que você vá até atrás da cortina, às salas privadas onde se encontram os verdadeiros tesouros: caixas de sapato cheias de cartões postais de todo o mundo, prateleiras de velhos cartazes de cinema, caixas de música, pinturas antigas, brinquedos, frascos de perfume, câmeras, dedais, binóculos de ópera, rosários, estojos de blush, calendários, latas, tudo de outra era. Um cartão postal de meio século de idade das Cataratas do Niágara em cores pastéis custa 5 euros; um cartaz do “King Kong” de Dino De Laurentiis (em espanhol) custa 12 euros.
13h – Não há lojas de rede aqui
A esquina da Almirante e Conde de Xiquena é o ponto de partida para uma aventura por pequenas butiques. Laura Caicoya, 29 anos, vende sua moda própria em uma loja que leva seu nome (Conde de Xiquena, 12; 34-91-319-8099; www.lauracaicoya.com). Sua mãe faz em crochê e costura os chapéus com pena; sua avó faz os colares de ráfia. Pinturas de sua irmã estão penduradas nas paredes. Na Castañer, você encontrará os calçados do tipo espadrilha de salta alto e de cetim adornado, para combinar com seu novo vestido Laura Caicoya (Almirante, 24; 34-91-523-7214; www.castaner.com).
15h – Ninguém usando Prada
Para o mais novo espaço de arte alternativa, visite o Matadero Madrid, criado pela Câmara dos Vereadores de Madri no centenário complexo do matadouro municipal. O vasto espaço ainda é uma obra em progresso, parte do esforço de Madri de expandir sua atividade cultural até o sul da cidade. Palestras, filmes, concertos, exposições de arte -tudo é gratuito (Paseo de la Chopera, 14; 34-91-517-7309; www.mataderomadrid.com).
19h – Coquetel cheio de classe
Para uma mudança das pequenas cervejas draft, ou canas, servidas nas dezenas de bares que margeiam as ruas de Madri, suba um breve lance de escadas até o pequeno cocktail bar de Fernando del Diego (Calle de la Reina, 12; 34-91-523-3106). Del Diego, um ex-barman de 61 anos do Museo Chicote de 80 anos, virando a esquina, e seus dois filhos, David e Fernando, preparam alguns dos melhores coquetéis de Madri. Experimente o Diego (vodca, licor de damasco, Bols Advocat e limão).
22h – Enfrentando as multidões
Não vá ao El Mollete sem reserva. O restaurante, situado em um velho porão de carvão, tem espaço para apenas 26 pessoas e está sempre cheio (Calle de la Bola, 4; 34-91-547-7820). Coloque-se nas mãos do proprietário, Tomás Blanco, e torça para ele servir o mollete (pão frito em azeite), croquetes de gorgonzola, anchovas e vieiras, e, é claro, huevos rotos. Não aceita cartão de crédito. Jantar para dois: cerca de 25 a 45 euros.
Meia-noite – Flamenco sem adorno
Não há nada extravagante no pequeno clube flamenco chamado Cardamomo (Calle Echegaray, 15; 34-91-369-0757; www.cardamomo.es). A dança aqui é crua, suada e divertida; os trajes, operários; o público, mais jovem e mais bacana do que nos outros clubes da cidade. Em uma noite recente o dançarino era Kelian Jiménez, que exibia um cabelo na altura do ombro e botas de couro vermelhas de salto alto. Dois percussionistas sentavam-se em caixas de madeira que também serviam como seus instrumentos. É preciso fazer reserva.

Matadero Madrid, novo espaço de arte alternativa aberto na capital espanhola - Foto: Matias Costa/NYT
Domingo
10h – O Prado nunca decepciona
Então você acha que conhece o Prado (Paseo del Prado; 34-91-330-2800; www.museoprado.es), o museu mais famoso da Espanha? Você já viu as obras de El Greco, Velázquez, Goya e Bosch. Mas ainda há surpresas. O novo café no piso térreo é o local perfeito para beber um cortado, um espresso com leite. A nova ala que foi inaugurada no final de 2007 vale a pena ser vista, mas suas estátuas são menos impressionantes do que as esculturas greco-romanas no primeiro andar. Procure pelo Caravaggio com o belo braço, o “Cristo morto sustentado por um anjo” de Antonello da Messina (talvez sua obra mais bela) e descubra os azuis de Joachim Patinir, o pintor flamengo do século 16, considerado o pai da pintura paisagística. Fica aberto de terça a domingo, das 9h às 20h.
11h30 – Um oásis de calma
O Parque del Buen Retiro, com seus 140 hectares no coração de Madri, é mais conhecido e mais visitado do que o muito mais compacto Real Jardín Botánico adjacente ao Museu do Prado (Plaza de Murillo, 2; 34-91-420-3017; www.rjb.csic.es). Este é exatamente seu maior atrativo. Cães não perturbarão você (não é permitida a entrada deles). Você não terá que ficar de olho na sua carteira. Entre as 5 mil espécies estão árvores com mais de 200 anos. A entrada custa 2 euros, de forma que nunca está lotado. Disposto de forma geométrica, com caminhos planos margeados por estátuas de botânicos famosos, é um ótimo lugar para correr.
O básico
Um táxi do Aeroporto Barajas até o centro de Madri leva 40 minutos e custa cerca de 30 euros a 40 euros; a linha de metrô de Madri até a cidade leva cerca de 30 minutos e custa 2 euros (www.metromadrid.es).
Os preços dos hotéis em Madri, mesmo o majestoso Ritz (Plaza de la Lealtad, 5; 34-91-701-6767; www.ritz.es), estão caindo no momento. Um quarto duplo clássico com café da manhã, que custaria 377 euros por noite, agora pode custar apenas 225 euros pela Internet.
O AC Palacio del Retiro (Calle Alfonso XII, 14; 34-91-523-7460; www.ac-hotels.com) oferece estilo moderno em uma mansão do início do século 20. Diárias a partir de 220 euros, mas o valor é negociável.
Os quatro hotéis Room Mate parecem mais clubes noturnos com quartos. O mais recente é o Room Mate Óscar, (Plaza Vázquez de Mella, 12; 34-91-701-1173; www.room-matehotels.com), onde os quartos duplos custam a partir de 90 euros com bufê de frios para o café da manhã. Adicione 40 euros para usar a minúscula piscina na cobertura.
O site em inglês Softguides Madrid oferece 120 apartamentos e lofts, muitos no centro de Madri -frequentemente uma opção mais barata do que os hotéis (www.softguides.com/madrid–guide/accommodation).
O Centro Pompidou, fechado há 21 dias devido a greve dos funcionários, reabriu as portas nesta quinta-feira, dia 17.
Nas últimas semanas, grande parte dos museus de Paris, incluindo o Louvre e o Musée d’Orsay, fecharam as portas em virtude da greve dos funcionários que reclamavam mais subsídios e do foco mais voltado ao interesse econômico/comercial do que o artístico.
Os viajantes que estarão em Paris nesse dia já terão mais uma atração para visitar. Vamos torcer para que os outros museus reabram o mais rápido possível.

Quem estiver pensando em visitar os museus em Paris terá um grande dissabor. Os principais museus da cidade entraram em greve. Esta lista inclui o Louvre (34 Rue du Louvre – 75001, Paris), o Centre Pompidou (Place Georges Pompidou
75004 Paris), o Museu d’Orsay (62 Rue de Lille – 75007, Paris), Arco de Triunfo (situado no extremo da avenida Champs-Élysées) e a Sainte-Chapelle (4 Boulevard du Palais – 75001, Paris) O motivo da greve é a decisão da prefeitura em não contratar novos servidores para o lugar dos que se aposentaram. Então, se você pretendia ir aos Museus franceses a dica é ficar de olho aqui no Blog de Viagens. Avisaremos quando a greve terminar.
Reportagem: Eric Rayman
New York Times Syndicate
Tradução: George El Khouri Andolfato
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Passeio noturno de charrete pelo centro histórico de Cartagena - Foto: Scott Dalton for The New York Times
Com seus dias de cocaína no passado, a cidade portuária colombiana de Cartagena despontou como a bela do baile. Esta cidade tropical no Caribe está pulsando como uma festa de salsa, atraindo endinheirados e socialites latino-americanos e europeus às suas mansões coloniais reformadas, restaurantes fusion sofisticados e praças ao estilo do Velho Mundo. Outros ritmos também podem ser ouvidos. Violeiros caminham pelas ruas pavimentadas com pedras. Concursos de beleza e festivais de dança mantêm a cidade agitada após o anoitecer. E clubes de música tecno mantêm os foliões de Cartagena dançando até o amanhecer. Mas esta cidade impressionantemente bela também tem um lado tranqüilo. Praias de areias brancas e água cristalina ficam a uma pequena distância.
Sexta-feira
16h – Atacando as muralhas
Cartagena é uma cidade para caminhar, e seu distrito histórico murado parece uma medina marroquina, com prédios coloniais espanhóis de 300 anos reunidos ao lado de ruas pavimentadas com tijolos. A paleta é saturada de azul escuro, rosa cinzento, laranja queimado e ocre. A brisa fresca do mar e abundância de sombras tornam a cidade velha bastante confortável mesmo a um calor de 32ºC. Para se orientar, acene para uma das charretes-táxi (www.paseosencoche.com). Um passeio de 15 minutos pela cidade velha, um Patrimônio Cultural da Humanidade da Unesco, custa 30 mil pesos (cerca de US$ 17 com o dólar cotado a 1.800 pesos). O condutor apontará os locais durante o percurso e, ao anoitecer, acenderá as velas nas lanternas.
18h – De olho nas pedras
As muralhas de pedra de 400 anos que cercam a cidade estão surpreendentemente intactas e se estendem por mais de três quilômetros. Caminhe na direção oeste ao longo de uma ampla praça no topo de uma muralha; o Caribe está à sua direita, e as ruas medievais adoravelmente restauradas à sua esquerda. Para um coquetel ao pôr-do-sol, caminhe até o Café del Mar (Baluarte de Santo Domingo; 575-664-65-13; www.cafedelmarcolombia.com), pegue um banquinho do lado externo, perto dos canhões enferrujados que antes protegiam a cidade, e peça uma pina colada colombiana (14 mil pesos).
20h – Bom apetite
Cartagena possui uma culinária rica, combinando sabores e ingredientes do Caribe, da Europa, da África e até mesmo da Ásia. Para uma refeição suntuosa, mas atípica, dobre a esquina a partir da casa de Gabriel García Márquez para ir ao El Santísimo (Calle del Santísimo, nº 8-19; 575-664-33-16; www.restauranteelsantisimo.com), onde chefs que estudaram na França preparam pratos colombianos clássicos com molhos modernos servidos em um pátio de tijolos com vinhas penduradas, brisas suaves e luz de velas. Um favorito é lagostim em um molho coco e tamarindo (45 mil pesos). Não pule a sobremesa ou, como o cardápio as chama, “os pecados da freira”. Isto se aplicaria ao la envidia, mousse de manga com calda de uva (18 mil pesos).
Sábado
9h – Passeando ao amanhecer
Há poucos motivos para sair da cidade velha, mas um deles é escalar o enorme Castillo de San Felipe (www.fortificacionesdecartagena.com), um imenso forte construído nos séculos 17 e 18 pelos espanhóis (ou, mais precisamente, por seus escravos) para defender o flanco terrestre do porto. Comece bem cedo, antes de o sol tostar tudo. O forte contém uma fazenda de formigas de túneis escondidos que podem ser explorados com ou sem um guia e que as crianças aventureiras adorarão. Um táxi saído da cidade velha custa cerca de 5.000 pesos; o ingresso, 13 mil pesos.

Ruínas do Castillo de San Felipe, forte construído nos séculos 17 e 18, incrivelmente preservado
11h – Fruta suculenta
Faça uma pausa para uma fruta. As mulheres de Palenque mascateiam um arco-íris de frutas maduras pelas ruas de El Centro: bananas, mangas, mamões, cocos, ameixas e goiabas. Experimente a nêspera, uma fruta do tamanho de um kiwi com a textura de uma pêra e o sabor celestial de chocolate, açúcar caramelizado e amora.
Meio-dia – Arte e Inquisição
Três museus obrigatórios estão a um quarteirão um do outro e podem ser vistos em menos de 30 minutos cada. O Museu de Arte Moderna (Plaza San Pedro Claver; 575-664-58-15) exibe as obras fantásticas de artistas colombianos como Dario Morales. O Museu do Ouro (Plaza de Bolívar; 575-660-07-78) fica em uma mansão barroca e exibe jóias que escaparam dos Conquistadores. E, para aqueles com estômago forte, atravesse a praça até o Palácio da Inquisição (Plaza de Bolívar; 575-664-73-81), onde instrumentos enferrujados de tortura documentam os esforços da Igreja Católica Romana para eliminar a heresia no Novo Mundo.
13h30 – O que há em um nome?
O bairro operário de Getsemaní tem dois restaurantes populares que estariam disputando o direito a um nome: La Casa de Socorro e La Cocina de Socorro. La Cocina é o mais elegante dos dois. Os moradores locais preferem La Casa (Calle Larga, 8E-112, Getsemaní; 575-664-46-58), um restaurante que serve grandes porções de peixes e frutos do mar, como camarões e caranguejos com arroz com coco e caranha vermelha com banana frita. O almoço custa cerca de 50 mil pesos.
17h – Experimente estes
Artesanato local como redes, figuras de barro e máscaras de madeira coloridamente pintadas estão disponíveis em toda parte. Para itens mais incomuns, procure as lojas ao longo da Calle Santo Domingo e Calle San Juan de Dios. Mesmo se você não for mulher e tamanho 4, cheque a principal estilista da Colômbia, Silvia Tcherassi (Calle San Juan de Dios, 31-11; 575- 664-94-10; www.silviatcherassi.com). A livraria Abaco (Calle de la Iglesia, 3-86; 575-664-83-38; www.abacolibros.com) estoca livros de fotos da arquitetura e artesanato locais. E a Galería Cano (Centro Calle, 334-11; 575-664-70-78) vende reproduções de alta qualidade de jóias pré-colombianas.
19h – Penetras em casamento
Supostamente, a melhor hora para visitar uma das magníficas catedrais da cidade é ao entardecer, o horário dos casamentos. E uma das mais românticas é a Igreja de San Pedro Claver (Plaza San Pedro Claver; 575-664-72-56) do século 16. Os convidados começam a chegar por volta das 18 horas, vestidos de branco ou trajes formais. Os acompanhe até a nave cavernosa, iluminada por velas e decorada com buquês de flores brancas fragrantes. A melodia de “Dona Nobis Pacem” ressoa ao longo do teto abobadado vinda do coral no balcão, enquanto os noivos trocam seus votos.

Ruínas do Castillo de San Felipe, forte construído nos séculos 17 e 18, incrivelmente preservado
21h – A revolução pára aqui
Dê um jeito de entrar no La Vitrola (Calle Baloco, No. 2-01; 575-660-07-11), um restaurante elegante que se tornou local de encontro dos colombianos sofisticados. O clima é da Cuba dos anos 40, com fotos em sépia dos amigos dos proprietários, ventiladores de teto no alto e estantes de vinhos em mogno. Em uma noite recente, três altos oficiais militares uniformizados estavam em uma mesa; um casal fashion estava em outra, fumando cigarros. A cozinha é nueva colombiana, com especiais como sopa de cebola com pimentão, queijo e creme de leite (11 mil pesos) e garoupa assada em molho de manga e maracujá (38.500 pesos).
23h – Cartagena Social Club
Cartagena é uma cidade musical. No início da noite, uma brisa marítima refresca o ar e o ritmo do trote dos cavalos se mistura com as risadas e cantoria de amigos reunidos em bares, clubes e praças públicas. Pegue uma mesa no lado externo do Donde Fidel (Plaza de los Coches, 32-09) e peça uma cerveja Club Colombia. Mas, para ouvir música ao vivo, não há motivo para deixar o La Vitrola, onde na maioria das noites um grupo talentoso toca merengue, salsa e música cubana. Sente-se ao bar e beba uma aguardente, a bebida com sabor de anis que é a favorita nacional.
Domingo
9h – De volta à natureza
Retorne à natureza em La Ciénega, uma floresta de manguezais repleta de vida selvagem. Passeios em canoas de madeiras estão disponíveis pela (575-665-70-23; www.turincoctg.com, 30 mil pesos) e se reúnem perto do hotel Las Américas (575-656-72-22; www.hotellasamericas.com.co). Você verá martins-pescadores, garças e pelicanos de um lado de seu barco e prédios ao estilo Cancún do outro. Atravesse a estrada para La Boquilla, uma praia popular. Encontre um guarda-sol, uma rede e uma limonada com coco fresca.
O Básico
A partir do aeroporto, um táxi para a cidade velha custa 10 mil pesos, cerca de US$ 5,60, com o dólar cotado a 1.800 pesos.A cidade velha conta com dois conventos medievais que foram transformados em hotéis de luxo. Seus monges arquitetos sabiam como projetar visando conforto. O Sofitel Santa Clara (575-664-60-70; www.sofitelsantaclara.com) tem 119 quartos, um spa e uma piscina construída ao redor de um pátio colonial com jardins tropicais. Diárias a partir de 555 mil pesos.
O outro é o Charleston Santa Teresa (Plaza Santa Teresa, 575-664-94-94; www.hoteles-charleston.com). Antes lar de uma ordem carmelita, o hotel ocupa um quarteirão inteiro da cidade e é construído ao redor de um grande pátio com jardins de palmeiras reais e folhagem tropical. Há também uma piscina na cobertura com vistas espetaculares. Quartos a partir de 689 mil pesos.
Para orçamentos mais modestos, a Casa La Fe na Fernández Madrid Park (575-664-03-06; www.casalafe.com) tem 14 quartos confortáveis equipados com Wi-Fi, a partir de 200 mil pesos. Um café da manhã de sucos de frutas tropicais recém-espremidas e ovos está incluso.
Mais um motivo para você visitar Cancún, no México. Além das belas praias, a cidade está construindo um Museu Subaquático com mais de 400 esculturas. O objetivo do Museu é intensificar o turismo e, ao mesmo tempo, manter os turistas longe dos corais marinhos, danificados devido ao grande número de mergulhos na região.
Acompanhe a reportagem da BBC
Reportagem: George Lenker
New York Times Syndicate
Tradução: George El Khouri Andolfato
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Fila de torneiras da microcervejaria Porterhouse - Foto: Derek Speirs/NYT
O Tigre Celta, o motor econômico que começou a rugir nos anos 90, pode estar apenas ronronando no momento, mas Dublin ainda se deleita em sua recém-encontrada prosperidade. O centro compacto da cidade, na foz do rio Liffey, se tornou um ímã para jovens de toda a Europa, dando à capital irlandesa um toque moderno e internacional. Lojas de ervas asiáticas e galerias polonesas agora compartilham as ruas cheias de história com casas do século 18 e velhos pubs (onde é proibido fumar). Mas as tradições irlandesas ainda resistem. Assim, se estiver à procura da Dublin clássica, a cidade ainda conta com uma abundância de refúgios onde é possível se enfiar com um quartilho (pint) de cerveja e um bom livro.
Sexta-feira
15h30 – Portas georgianas
A luz da tarde propicia um momento esplêndido para estudar a arquitetura georgiana de Dublin, um estilo formal e simétrico popular no século 18 e início do século 19, durante os reinos dos primeiros quatro reis ingleses chamados George, e conhecida por suas portas coloridas, às vezes espalhafatosas. Um bom lugar para começar é a Merrion Square, que já foi lar de Oscar Wilde (nº 1) e William Butler Yeats (nº 82). A Lower Baggot Street também conta com portas coloridas, muitas imortalizadas em um cartaz clássico chamado “As Portas de Dublin”.

Portas em estilo georgiano em casas na Merrion Square, que já foi lar de Oscar Wilde - Fotos Derek Speirs/NYT
19h30 – Cardápio escada acima
Há uma velha piada irlandesa que diz que uma refeição celta com sete pratos é apenas um pacote com seis cervejas Guinness e uma batata. A verdade é que a última década trouxe um afluxo de culinária suntuosa, muito além da carne enlatada e o repolho. Ela pode ser encontrada no Winding Stair Restaurant & Bookshop (40 Ormond Quay; 353-1-872-7320; www.winding-stair.com), onde pratos tradicionais irlandeses se harmonizam perfeitamente com a nouvelle cuisine. Não há muitos lugares em Dublin onde é possível comer um parfait de fígado de pato com chutney de ameixa picante (10,95 euros, ou US$ 17,41, com o euro cotado a US$ 1,59), seguido por uma torta de pastinaca e chalota com queijo Gubeen (19,50 euros). A maioria dos ingredientes é orgânica e cultivada localmente. Algumas mesas dão vista para o Rio Liffey e, sim, os andares inferiores abrigam uma livraria singular.
22h – Cervejas incomuns
Não há nada errado com a Guinness Stout, mas às vezes ela parece ser a única cerveja na cidade. Para um sabor diferente, suba o Liffey até a Porterhouse (16-18 Parliament Street; 353-1-679-8847; www.porterhousebrewco.com), uma das surpreendentemente poucas microcervejarias da cidade. As cervejas pretas saborosas incluem a Wrassler’s XXXX, baseada em uma receita de County Cork do início dos anos 1900, e a Oyster Stout, feita com ostras frescas, que adicionam um toque picante a uma cerveja seca. Nota: os barmen não esperam gorjetas na Irlanda, mas, caso faça amizade com um, pagar um quartilho para ele ou ela é um gesto apreciado.
Sábado
9h – Café da manhã real
Acompanhe o estouro da boiada para o café da manhã no Elephant & Castle (18-19 Temple Bar; 353-1-679-3121; www.elephantandcastle.ie), onde grande parte de Dublin parece ir para o brunch. Experimente o brioche francês torrado com xarope de bordo (6 euros) ou o cogumelo irlandês com aveia, uva sultana e avelã (4,25 euros). Se estiver se perguntando a respeito do nome, ele vem de um pub londrino que era chamado Enfanta de Castile. Os moradores locais entenderam errado o nome e ele se tornou Elephant and Castle (elefante e castelo).
11h – Com ou sem o U2
Apesar do Salão da Fama da Música Irlandesa ter fechado em 2001 por causa da baixa visitação, os fãs de música ainda podem procurar por um pedaço da história do rock em Dublin no ex-endereço do Windmill Lane Studios, em Windmill Lane. É onde U2, Van Morrison, Elvis Costello e outros gravaram. O antigo estúdio está vazio, mas os fãs forraram o prédio de dois andares coberto por tábuas em uma nuvem psicodélica de grafites inspirados no U2. Depois, siga para a Harry Street e preste um tributo ao falecido Phil Lynott, da banda Thin Lizzy. Lá se encontra uma estátua de bronze em sua homenagem.

Grafites inspirados na banda irlandesa U2 tomam a fachada do prédio onde foi o estúdio Windmill Lane - Foto: Derek Speirs/NYT
13h – Roupas usadas
Volte no tempo, pelo menos no que se refere à moda, visitando a Flip (3-4 Upper Fownes Street; 353-1-671-4299; www.flipclothing.com), uma butique no Temple Bar que vende roupas antigas da Alemanha, França e dos Estados Unidos, assim como sua própria linha badalada de moda urbana. Espere encontrar jaquetas de motoqueiro estilo Marlon Brando (a partir de cerca de 75 euros) e calças boca-de-sino Brady Bunch (a partir de 30 euros). Se a Flip não fizer seu estilo, caminhe uma quadra até outro brechó, a Eager Beaver (17 Crown Alley; 353-1-677-3342). A loja vende Levis usadas (24,95 euros) e casacos de tweed de todo tipo. Também pare na fachada cor-de-rosa da Sesi (11 Fownes Street; 353-1-677-4779) para jóias e bijuterias peculiares, bolsas e roupas do Chile, Japão e outros países.
15h30 – Busca intelectual
Caso se sinta oprimido pelas livrarias maiores na Grafton Street, a área de varejo da cidade, caminhe até a Books Upstairs (36 College Green; 353-1-679-6807; www.booksupstairs.com), uma livraria independente com abundância de pechinchas. E, como fica próxima dos portões do Trinity College, há uma fartura de livros sobre a história irlandesa e crítica literária, assim como uma boa seleção de literatura gay e feminista. A simpática sacada oferece uma vista das ruas abaixo, desde que não haja pilhas de livros no caminho.
20h – Um bom peixe irlandês
Para peixes e frutos do mar ao estilo do Velho Mundo, vá ao Lobster Pot (9 Ballsbridge Terrace; 353-1-660-9170; www.thelobsterpot.ie), que exibe sua pesca diária em um balcão de peixes que são explicado com perícia pelos funcionários. Se tiverem, peça as patas de caranguejo, delicadamente grelhadas com manteiga de alho e que derrete maravilhosamente em sua boca. Poupe espaço para os crêpes suzette, um crepe flambado cheio de açúcar caramelizado e licor. É um pouco caro (24,50 euros para dois), mas vale a pena a gastança.
22h – Dublin dançante
Enquanto os turistas se espremem nos vários bares em Temple Bar, você pode encontrar um lugar mais bacana do outro lado do rio Liffey, na área do Centro Internacional de Serviços Financeiros da cidade, bem debaixo da Estação Connolly. Situado em um antigo banco, o Vaults (Harbourmaster Place; 353-1-605-4700; www.thevaults.ie) é composto de várias câmaras divididas em quatro salas com paredes espessas de pedra e que é lar de parte do melhor soul e rhythm and blues de Dublin. A pista de dança atrai um público igual a de uma rave, incluindo jovens hiperativos que mantêm seus óculos escuros a noite toda. As outras salas ficam cheias com pessoas das faixas de 20 e 30 anos usando camisetas de futebol ou ternos executivos. Caso seu dinheiro esteja ficando curto, vá às sextas para os drinques especiais e petiscos gratuitos.

Jovens na pista de dança do Vaults, lar de parte do melhor soul e rhythm and blues de Dublin - Foto: Derek Speirs/NYT
Domingo
12h30 – Vá para a prisão
A história da luta da Irlanda pela independência pode ser mais bem contada de dentro da prisão. A apenas 5 km do centro da cidade, o Museu Histórico Kilmainham Gaol (Inchicore Road, Kilmainham, Dublin 8; 353-1-453-5984; www.heritageireland.ie) atualmente abriga um centro educativo que cobre tanto as lutas heróicas quanto trágicas dos anos 1780 quanto dos anos 1920. Também é onde Patrick Pearse, James Connolly e outros pais fundadores foram presos e mortos. A visita de 45 minutos é concluída no pátio onde os presos quebravam pedras e onde alguns dos rebeldes foram executados. O ingresso custa 5,30 euros.
14h – Caminhada no parque
Uma caminhada pós-brunch por Saint Stephen’s Green estimulará a imaginação. O parque de 11 hectares no centro da cidade, ao lado da Grafton Street, conta com vários jardins, incluindo um para os cegos que possui sinais em Braille e plantas aromáticas como ervas que podem ser manuseadas repetidamente sem risco. Não deixe de visitar o Jardim William Butler Yeats. Há uma escultura do poeta de autoria de Henry Moore e uma estátua de Wolfe Tone, o pai do republicanismo irlandês, que é conhecido como “Tonehenge” por causa das colunas parecidas com Stonehenge que a cercam -o que mostra que uma coisa não se perdeu na nova Dublin globalizada: o senso de humor irlandês.
Informações básicas
Para chegar do Aeroporto de Dublin à cidade, pegue o ônibus Airlink por 6 euros, ou US$ 9,54, com o euro cotado a US$ 1,59 (353-1-873-4222; www.dublinbus.ie), uma viagem que leva 30 minutos. Ou pegue um táxi, que custa cerca de 30 euros.
O Dylan (Eastmoreland Place, Dublin 4; 353-1-660-3000; www.dylan.ie) é um hotel butique cheio de estilo com decoração elegante, que varia de art déco até ultramoderno. Toques de luxo incluem banheiros grandes com piso aquecido e televisores embutidos. Quartos duplos a partir de 199 euros.
O Merrion Dublin (Upper Merrion Street; 353-1-603-0600; www.merrionhotel.com), um hotel de luxo no meio da Dublin georgiana, oferece quartos delicados e serviço ao estilo do século 18 a partir de cerca de 455 euros.
Para um local mais barato, mas ainda elegante, experimente o Waterloo House (8-10 Waterloo Road; 353-1-660-1888; www.waterloohouse.ie), não distante de Saint Stephen’s Green. Procure pelas portas duplas vermelhas. O hotel tem 17 quartos clássicos, mas com móveis modernos, com quartos duplos custando a partir de 145 euros e um cão de guarda no jardim dos fundos.
Reportagem: Finn-Olaf Jones
New York Times Syndicate
Tradução: George El Khouri Andolfato
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Mecca Bah, restaurante à beira-rio em New Quay, região animada de MelbourneFoto: Edwina Pickles - New York Times
É difícil não sentir alguma compaixão por Melbourne. Freqüentemente ignorada pelos viajantes enquanto percorrem as três grandes atrações turísticas da Austrália -a deslumbrante metrópole de Sydney, a beleza assombrosa da Grande Barreira de Corais e o sítio histórico aborígine de Uluru (rochedo Ayers)-, esta cidade relaxada é um lugar que exige algum tempo para ser apreciada.
Mas Melbourne cresce lentamente no seu conceito à medida que você caminha pelo centro da era vitoriana imaculadamente preservado ou ao longo da zona portuária revitalizada de Yarra ou faz uma hora tomando uma xícara de “flat white” em um dos cafés da moda na Chapel Street (onde a simples menção do nome Starbucks é recebida com horror).
E em janeiro, pelo menos, ela tinha algo que Sydney e aqueles outros lugares não tinham: o Aberto da Austrália. Este é um país que adora tênis e, por duas semanas, esta cidade parece uma festa ininterrupta, uma em que a chance de um herói local finalmente conquistar o título é debatida toda noite nos bares e onde até mesmo uma partida de duplas jogada em uma quadra externa e contando com jogadores do Leste Europeu que estão fora do ranking conta com platéia lotada. Quem precisa da Ópera de Sydney?
Sexta-feira
17h – Austrália à beira-rio
Diga bom dia para a velha e nova Melbourne nas Docklands, o antes abandonado estaleiro que foi transformado em uma minimetrópole. Para uma mistura escultural de prédios comerciais curvilíneos, torres de apartamentos, arte ao ar livre e teatro de rua, caminhe pelo distrito New Quay, onde os artistas e jovens profissionais da cidade se reúnem à noite para desfrutar de uma cerveja ou duas no calçadão animado.
19h30 – Além das Barbies
New Quay também conta com restaurantes extraordinários, dispostos ao longo da antiga zona portuária como uma área de alimentação internacional. Especialmente popular é o Mecca Bah (New Quay Promenade, 55A, 61-3-9642-1300; www.meccabah.com), um restaurante casbá-chique em um pavilhão envidraçado à beira-rio onde as mulheres bonitas de Melbourne mordiscam pratos fusion do Oriente Médio, como pizza com abóbora assada, queijo feta e geléia de romã (16,30 dólares australianos, ou cerca de US$ 14,25 com o dólar valendo 1,17 dólar australiano) e kebab (churrasco) de peixe-espada (20 dólares australianos), enquanto esperam o pôr-do-sol iluminar o horizonte do outro lado do rio.

Grafite aprovado em Melbourne, que tem rede de ruas com cultura popular. Foto: Edwina Pickles - New York Times
21h – Não chame de pichação
Se solte nas laneways de Melbourne, uma rede desconcertante de ruas estreitas onde a cultura popular dá espaço a instalações de arte com negatoscópios, janelas falsas e grafite aprovado por galerias. E há os bares das laneways. Escondidos ao longo de travessas escuras, freqüentemente atrás de portas não marcadas, muitos desses bares são decorados de forma tão extravagante que poderiam se passar por arte conceitual, se não fosse pelos ótimos drinques. Entre os lugares mais cheios de estilo estão o Baroq House, um salão neo-século 18 (Drewery Lane, 9-13, 61-3-8080-5680; www.baroqhouse.com.au); o Sister Bella, que parece uma loja country dos anos 70 (Sniders Lane); e o Section 8, que é mobiliado com engradados de transporte (Tattersalls Lane, 27-29, 61-4-3029-1588).
Sábado
10h – Arte aborígine
Reencontre seu rumo no novo ponto de encontro de Melbourne, a Federation Square (www.fedsq.com), que parece um palco de teatro gigante cercado de vidro e zinco. Após pegar um “tall blonde” -café expresso com leite na Austrália- confira o Ian Potter Centre na National Gallery of Victoria (61-3-8620-2222; www.ngv.vic.gov.au), que possui uma das melhores coleções de arte folclórica aborígine. E, se o tempo cooperar, como geralmente coopera, dê um pulo na Golden Mile, assim chamada pela riqueza das mansões vitorianas e escritórios construídos durante a corrida do ouro em Melbourne, em meados do século 19.
12h30 – Gororoba de pub
Com sede? Dê uma parada na Mitre Tavern (Bank Place, 5, 61-3-9670-5644; www.mitretavern.com.au), um bar célebre onde você pode entrar em contato com os jovens profissionais de Melbourne em meio a um pint (quartilho) ou dois de cerveja local (3,40 dólares australianos), acompanhada de excelente comida de bar. Experimente a salada de cordeiro (18 dólares australianos) ou peixe flathead com fritas (18,90 dólares australianos).
14h – Fuga da prisão
A Old Melbourne Gaol (a forma como os australianos soletram “jail”, cadeia) foi construída no século 19 com rocha vulcânica e é tão austera que poderia ter saído de um romance de Charles Dickens. Ela deixou de funcionar como cadeia em 1929 e agora é um museu assustadoramente fascinante (Russell Street, 61-3-8663-7228; www.oldmelbournegaol.com.au) sobre os primórdios da história da Austrália. A forca no bloco principal foi onde Ned Kelly, o bandoleiro de espírito livre que se transformou em herói folclórico no país, foi enforcado em 1880.
15h30 – SoHo australiano
Com seus depósitos convertidos, galerias fragmentadas e lojas bacanas, Flinders Lane é freqüentemente comparada ao SoHo em Nova York. Ele vende utilidades domésticas de grife e bijuterias de artistas locais, incluindo uma cesta de plástico que parece grama tramada delicadamente (320 dólares australianos). E, para a moda australiana, cheque o Christine (No. 181, 61-3-9654-2011). Itens populares incluem enormes anéis feitos de pérola de Baroda (4.000 dólares australianos) e suéteres de cashmere suave feitos com a fina lã de New South Wales (550 dólares australianos).
20h – Oriente encontra o Sul
Para um prova do esplendor do multicultural de Melbourne, percorra os quarteirões estreitos de Chinatown e prepare-se para se surpreender com o Flower Drum Restaurant (Market Lane, 17, 61-3-9662-3655), amplamente considerado um dos restaurantes mais finos da Austrália. Sente-se no interior elegantemente minimalista e explore os refinados pratos cantonenses como ostras gigantes fritas e haliote à caçarola. O cardápio de degustação custa 150 dólares australianos. Se está com o dinheiro contado, você não terá como errar no sem luxo Supper Inn (Celestial Avenue, 15, 61-3-9663-4759), um café-restaurante úmido, revestido com placas de madeira, que serve pratos baratos e deliciosos como miúdos de porco (15 dólares australianos), moluscos vivos (18 dólares australianos) e pombo crocante (14 dólares australianos).
23h – Clubes noturnos unidos!
Não sabe ao certo se deseja andar com os fashionistas ou com os poseurs de arte? Vá para o Curtin House (Swanston Street, 252), uma ex-sede do Partido Comunista que atualmente é lar de três zonas da vida noturna. No primeiro andar, você encontrará jovens profissionais elegantes no Cookie (61-3-9663-2015 www.cookie.net.au), um restaurante tailandês e bar gigante repleto de livros antigos. Um andar acima se encontra o Toff in the Town (61-3-9639-8770; www.thetoffintown.com), um conjunto de cabines privadas e sala de música que parece uma presunçosa casa de ópio. As bandas independentes variam de música eletrônica com acordeom cigano a heavy metal ambiente. O último andar abriga o Rooftop Cinema (61-3-9663-3596; www.rooftopcinema.com.au), onde é possível assistir a filmes tão clássicos como os coquetéis do bar e admirar o horizonte da cidade em cadeiras de plástico de jardim.

Entrada do Luna Park, um parque de diversões à moda antiga. Foto: Edwina Pickles - New York Times
Domingo
10h – Caminhada na praia
Pegue o bonde Nº 96 para uma viagem de meia hora até Saint Kilda Beach, um paraíso litorâneo um pouco surrado que lembra Coney Island. Se estiver com crianças, leve-as ao enferrujado Luna Park (61-3 9525- 5033; www.lunapark.com.au), um parque de diversões à moda antiga com uma grande roda-gigante. Ou relaxe na praia calma e arenosa de Port Phillip Bay. Mas, antes de esticar sua toalha, passe no adorado Monarch Cake Shop (103 Acland Street, 103, 61-3-9534-2972), famoso por seus bolos de ameixa e queijo polonês e kugelhopf (tipo de bolo) de chocolate. É uma tradição dominical.
14h – Entrando na cúpula do trovão
As regras do futebol australiano (uma variação do rúgbi) não são para os sensíveis. Os jogadores não podem ser expulsos, então tudo, de faltas a brigas, fica mais horripilante. As principais equipes são de cidades vizinhas, de forma que os torcedores de ambos os lados freqüentemente exibem fervor pelo time da casa. Se estiver visitando entre março e agosto, vá ao Melbourne Cricket Ground (Jolimont Terrace, 61-3-9657-8888, www.mcg.org.au), onde os grandes jogos são realizados. Se perder a temporada, passe na Australian Football League Shop (Swanston Street, 292, 61-3-8660-5555) para seu souvenir desta cidade louca por esportes.
Informações básicas
Do Aeroporto de Melbourne, pegue o Skybus (www.metlinkmelbourne.com.au), que parte para o centro de Melbourne a cada 10 minutos nos horários de pico e custa 3,30 dólares australianos, cerca de US$ 2,85, com o dólar valendo 1,17 dólar australiano. Fora o ônibus, um táxi para a cidade custa a partir de 40 dólares australianos.
O Adelphi Hotel (Flinders Lane, 187, 61-3-8080-8888; www.adelphi.com.au), em um ex-depósito, possui uma piscina de cobertura com fundo transparente que se estende sobre a calçada abaixo. As diárias dos quartos duplos coloridos, modernos, custam a partir de 240 dólares australianos.
O Victoria Hotel (Little Collins Street, 215, 61-3-9669-0000), antes um dos maiores hotéis de Melbourne, agora é um ponto alegre e barato popular entre os grupos de excursão. Quartos duplos a partir de 120 dólares australianos.
O Prince (Acland Street, 2, Saint Kilda, 61-3-9536-1111; www.theprince.com.au) é um hotel cheio de estilo perto da orla marítima de Saint Kilda, com decoração minimalista e um spa. Quartos duplos a partir de 250 dólares australianos.
Reportagem: Denny Lee
New York Times Syndicate
Tradução: George El Khouri Andolfato
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Varsóvia realmente tem a arquitetura mais feia da Europa, como declarou recentemente uma pesquisa TripAdvisor?
Certamente, uma nuvem cinzenta parece pairar permanentemente sobre os parques de concreto da cidade e prédios da era soviética. Mas nos cinco anos desde que a Polônia ingressou na União Europeia, uma injeção colorida de dinheiro e cultura deram a Varsóvia um brilho inconfundível.
Hotéis de luxo cintilam com os luxos do setor privado. O centro de Varsóvia está tomado de outdoors eletrônicos da Coca-Cola e outros produtos ocidentais icônicos. E artistas antes obscuros estão se banhando no reflexo dos holofotes. Felizmente para os visitantes, ainda demorará vários anos para a Polônia adotar o euro e o zloty continua sendo uma moeda bastante desvalorizada. Logo, apesar de Varsóvia poder não ser a cidade mais bonita, ela continua sendo uma das mais baratas da Europa.

Foto: Susana Raab fot New York Times - Arquitetos reconstruíram a medieval Old Town Market Square, em Varsóvia, usando pinturas e cartões-postais como base
Sexta-feira
16h30 – Paralelepípedos impecáveis
A maioria das excursões por Varsóvia começa na Stare Miasto, ou Cidade Velha, e uma viagem de táxi pela cidade parda e pálida deixa claro o motivo. Com virtualmente toda Varsóvia demolida pelos nazistas, os novos castelos e casas burguesas de cor pastel da Cidade Velha dão à cidade uma textura histórica que em geral está ausente. Mas não fique muito tempo. Apesar de você poder se deparar com uma exposição de arte bacana na Praça do Castelo, a pedras impecáveis e a pintura recente dão ao local um ar de Disney. Então, antes que a magia se perca, entre no Lody (Ulica Nowomiejska 7/9; 48-22-635-73-46), uma sorveteria popular, e curta uma última lambida.
20h – Nada de pierogis
A Polônia não é conhecida por deleites gastronômicos, de forma que não causa surpresa o fato de suas cozinhas mais ambiciosas explorarem em peso livros de receitas estrangeiros. Um dos pontos mais badalados atualmente é o KOM (Ulica Zielna 37; 48-22-338-63-53; www.komunikat.net), um restaurante fusion aberto por Kai Schoenhals, um americano, e sua esposa, Katarzyna Figura, uma atriz polonesa. Situado em uma central telefônica pré-guerra, o restaurante serve pratos internacionais como tacos de foie gras com chutney de pera com hortelã, e filé mignon grelhado com molho de figo. As bebidas também são internacionais. Jantar e bebidas para dois, cerca de 240 zlotys (US$ 82, com o dólar cotado a 2,90 zlotys).
23h – Hora do glamour
Para experimentar a ascensão econômica de Varsóvia, siga as limusines e BMWs até os bares repletos de champanhe do centro da cidade. Espere abundância de gel de cabelo, leões-de-chácara grosseiros e nomes como Platinum (Ulica Fredry 6; 48-22-596-46 66; www.platiniumclub.pl) e Cinnamon (Plac Pilsudskiego 1; 48-22-323-76-00), o segundo no piso térreo de um prédio de escritórios envidraçado projetado por Norman Foster. O cordão de veludo pode ser brutal, então apareça bem antes da meia-noite. O Cinnamon pode ter perdido parte de seu brilho, mas não diga isso às aspirantes a Paris Hilton dançando sobre as mesas.

Foto: Susana Raab for New York Times - Fachada da igreja Holy Cross (à direita), com uma foto que mostra uma cena de Varsóvia, na Polônia, antes da guerra
Sábado
10h30 – Fábrica de moda
O coração boêmio de Varsóvia se deslocou para a outra margem do Rio Vistula, para o distrito operário de Praga (www.warszawskapraga.pl), onde os prédios antigos ainda exibem marcas de bala. Uma incubadora foi a Fabryka Trzciny (Ulica Otwocka 14; 48-22-619-05-13; www.fabrykatrzciny.pl), uma antiga fábrica onde artistas e músicos se misturam, apesar de que mais no início da noite. Fotógrafos emergentes deixam sua marca na Galeria Luksfera (Ulica Zabkowska 27/31; 48-22-619-91-63; www.luksfera.pl), enquanto designers de produtos exibem seu trabalho ao lado na Magazyn Praga (48-22-670-11-85; www.magazynpraga.pl), um espaço bruto que borra a distinção entre galeria e loja. E para moda de origem local, o Green Establishment (Ulica Wilenska 13; 48-22-670-41-32; www.gestablishment.com) produz sua própria linha de camisetas e vestidos alegres que resumem o estilo de rua chique de Praga.
13h – Gororoba à moda antiga
Os bares de leite – as cantinas sem firulas da era comunista que servem pratos básicos poloneses como os pierogis e borscht- podem estar acabando assim como as filas de pão. Mas os poucos que restaram são instituições apreciadas, não apenas por nostalgia, mas por causa dos preços baixos. O Bar Zabkowski (Ulica Zabkowska 2; 48-22-619-13-88) é uma cápsula do tempo amarela e azul preferida por idosos e estudantes que fazem fila ao longo de uma janela estreita para a sopa de repolho (2,40 zlotys) e pierogi (a partir de 4,20 zlotys). A caixa tipo babushka até mesmo mantém um cardápio em inglês debaixo da caixa registradora. Se as luzes fluorescentes e as plantas de plástico forem desagradáveis demais para seu gosto, volte para a margem oeste do rio até o recém-reformado Bar Bambino (Ulica Krucza 21; 48-22-625-16-76; www.barbambino.pl), que parece um bar de leite projetado pelo Starbucks.
16h – A próxima Berlim?
Os relatos sobre a promissora cena de arte de Varsóvia podem ser exagerados, especialmente após uma visita à galeria Raster (Ulica Hoza 42/8; www.raster.art.pl). Mas esse espaço irregular, inserido no quarto andar de um prédio de apartamentos caindo aos pedaços, está alimentando nomes em ascensão como a fotógrafa Aneta Grzeszykowska. O outro grande ponto na cidade é a Foksal Gallery Foundation (Gorskiego 1A; 48-22-826-50-81; www.fgf.com.pl), que representa Robert Kusmirowski e outros. A cena de arte contemporânea, entretanto, receberá um grande impulso quando o Museu de Arte Moderna em Varsóvia (Ulica Panska 3; 48-22-596-40-10; www.artmuseum.pl), de quatro anos, se mudar para sua sede reluzente. Mas isso não acontecerá antes de 2014, então entre em seu espaço temporário no centro da cidade, que tem uma livraria bacana dirigida pela Pro qm (www.pro-qm.de) de Berlim.
18h30 – Mergulho no horizonte
Para um pouco de exercício pré-jantar que também serve como vista panorâmica, nade um pouco no RiverView Wellness Center do InterContinentalHotel (Ulica Emilii Plater 49; 48-22-328-86-40; www.riverview.com.pl; entrada, 150 zlotys). Situada a 43 andares de altura, a piscina elevada oferece vistas fantásticas do Palácio da Cultura e Ciência (www.pkin.pl), o controverso presente de Stalin que paira sobre Varsóvia como um belo insulto.
20h – Cozinha-estádio
Há algo ligeiramente perturbador, mas deliciosamente divertido, em assistir um naco de carne crua ser picado em um deslumbrante monte de steak tartare. Situado na cozinha labiríntica do fabuloso Europejski Hotel, o U Kucharzy (Ulica Ossolinskich 7; 48-22-826-79-36; www.gessler.pl) transforma a culinária polonesa em um esporte com torcida. Até mesmo a decoração sugere um show de culinária, com azulejos brancos envelhecidos, chapéu de chef e mesas de blocos de madeira que enfrentam as frigideiras quentes e grelhas flamejantes. Outros pratos recém abatidos incluem miolo de vitela na torrada, carne recheada e peixe assado. Jantar para dois, com bebidas, cerca de 280 zlotys.
22h30 – Poloneses festivos
A cidade não é só mocassins e saltos altos. Para uma festa underground, tome um táxi de volta a Praga, onde um pátio em ruínas (Ulica 11 Listopada 22) abriga três clubes alternativos. Um é o Klub Saturator (48-504-35-37-72; www.saturator.art.pl), que conta com três pisos remendados repletos de tipos artísticos em tênis antigos e chapéus elegantes relaxando nos sofás que não combinam. Ao lado fica o Hydrozagadka (48-504-11-10-59; www.hydrozagadka.waw.pl), que atrai uma mistura eclética que poderia incluir web designers e músicos. A noite ainda é jovem. As festas de Varsóvia acabam tarde nos fins de semana e uma das pistas de dança mais excessivas atualmente fica no Klub 55 (Plac Defilad 1; www.klub55.pl). O clube esfumaçado, que fica dentro do Palácio da Cultura, atrai um público de boa aparência que gosta de dançar e se pavonear. Aviso: a ação só esquenta depois das três da manhã.

Foto: Susana Raab for New York Times - O Radziwill Palace é a residência oficial do presidente da Polônia, onde o Pacto de Varsóvia foi assinado em 1955
Domingo
11h – Arte ou objeto
Para uma visão mais estudada do revival cultural de Varsóvia, caminhe pelos espaços imponentes do Centro de Arte Contemporânea (Ulica Jazdow 2; 48-22-628-12-71; www.csw.art.pl). Situado no reconstruído Castelo Ujazdowski, o museu está expondo sua muito aguardada coleção internacional, há 20 anos em preparação. A coleção conta com 110 artistas (90 deles poloneses) e inclui nomes famosos como Jenny Holzer e Nan Goldin. Ou, se preferir caçar tesouros únicos, traga os zlotys restantes ao Bazar na Kole (Ulica Obozowa 99), um mercado de pulgas ao ar livre no leste de Varsóvia, que vende curiosidades como capacetes enferrujados da Segunda Guerra Mundial, abajures prussianos e outras lembranças do recente passado soviético. Chegue cedo ou perderá o barco.
O básico
Os táxis são abundantes e baratos, apesar dos preços não serem regulados, então é uma boa ideia perguntar antes de tomar um.
Os hotéis em Varsóvia tendem a atender os viajantes a negócios, então espere uma redução das diárias nos fins de semana.
Para vistas aéreas, uma ótima localização e quartos modernos, o InterContinental Warsaw (Ulica Emilii Plater 49; 48-22-328-88-88; www.warszawa.intercontinental.com) é uma opção. O arranha-céu conta com 404 quartos espaçosos, uma piscina resplandecente no 43º andar e vários bons restaurantes. Os quartos geralmente custam a partir de 105 euros, cerca de US$ 154, com o euro cotado a US$ 1,47, mas online podem custar apenas 48 euros (US$ 70).
O Hotel Le Regina (Koscielna 12; 48-22-531-60-00; www.leregina.com) oferece elegância de butique à beira da Cidade Velha. Os 61 quartos ocupam um palácio gótico que já foi a embaixada americana. O hotel possui uma piscina em estilo romano e um restaurante francês. As diárias custam a partir de 330 euros, mas online podem custar apenas 80 euros.
O Museo Nacional Centro de Arte Reína Sofía ampliou o horário de visitação gratuita. Agora os visitantes entre 18 e 65 anos poderão acessar gratuitamente o museu entre 19h e 21h.
Antigamente, o acesso gratuito ocorria aos sábados e domingos, a partir das 14:30 e só valia para determinadas áreas do museu, como o jardim, a bibliotecas,o terraços e o café-restaurante. Agora, o visitante tem acesso gratuito a todo o Museu Rainha Sofía.
Além disso, deficientes, desempregados e universitários também ganharam passe livre para visitar o museu. E mais: Quer for ao museu em horário cobrado ganhou um ótimo desconto. A entrada oficial custa 6 euros e dá acesso as exposições principais e as de curta temporada. Foi criada, então, uma nova tarifa no valor de 3 euros para as exposições de curta temporada, ideal para quem já conhece o acervo principal e quer conhecer somente as novidades! Aproveite!
Como chegar
Trem
Ven al Museo Reina Sofía en tren y acércarte caminando desde la Estación de Atocha-RENFE. Además, y hasta fin del 2009, puedes beneficiarte del descuento especial de un 50% con la promoción “Tren Arte“.
Metro
Ven en Metro utilizando las líneas:
- Línea 1 (estación: Atocha)
- Línea 3 (estación: Lavapiés)
Ônibus urbanos
Ven en autobús. Tienes a tu disposición numerosas líneas de Autobuses urbanos
Bicicletas
Ven en bicicleta y aparca en uno de los tres aparcamientos para bicicletas:
- a la entrada de la Plaza Nouvel
- a ambos lados de la entrada al Edificio Sabatini
Carro
Dispones de aparcamientos públicos: Estación de Atocha Plaza Emperador Carlos V s/n y plaza Sánchez Bustillo
Opine, sugira, participe do Blog de Viagens
O Blog de Viagens traz uma dica bem interessante para quem quer conhecer um pouco mais sobre a capital portuguesa. Quem estiver em Lisboa pode conhecer a história da cidade na exposição permanente Museu da Cidade de Lisboa que conta os principais acontecimentos ocorridos da capital desde a pré-história até o século XX
Para mais informações, acesse o site do Museu da Cidade de Lisboa
Museu da Cidade
Campo Grande, 245, 1700-091 Lisboa
Telefone: 217 513 200.
Péssima notícia para quem pretendia visitar o Museu Picasso em Paris (Musée National Picasso). O museu ficará fechado pelos próximos dois anos para reformas em suas estrutura , a partir do dia 23 de agosto.Orçadas em mais de 20 milhões de euros, a reforma incluirá tambem a digilalização do acervo. Funcionando desde 1985 no Prédio do Hotel Sala, o museu abriga o maior acervo dedicado a Picasso no mundo. Pinturas, esculturas, desenhos e gravuras, além de obras dos artistas preferidos do pintor espanhol compõem a coleção, que foi doada pelos herdeiros do artista após sua morte em 1973.
















