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Em busca do hambúrguer perfeito

Tour Gastronômico por Porto Alegre

Atendendo a pedidos, publicaremos nos próximos dias um Tour Gastronômico pela deliciosa Porto Alegre. Algo que qualquer visitante deve fazer ao visitar a cidade.
Mas, antes de adentrar nas cozinhas dos melhores bares e restaurantes de POA – como Porto Alegre é carinhosamente conhecida por seus moradores – que tal conhecer um pouco mais por essa maravilhosa cidade pelo texto do inigualável Luís Fernando Veríssimo
Afinal, como diz a música, Porto Alegre é demais!

A mal entendida
Por Luis Fernando Veríssimo
In: Veríssimo, Luís Fernando.   Traçando Porto Alegre.  6. ed.  Porto Alegre: Artes e Oficios, 2009.

Porto Alegre vive à beira de alguns mal-entendidos.

Para começar, vive à beira de um rio que não é rio. O Guaíba é um estuário, ou como quer que se chame essa espécie de ante-sala onde cinco rios se reúnem para entrar juntos na Lagoa dos Patos. Mas todos o chamam de Rio Guaíba.

A rua principal da cidade não existe. Você rodará toda a cidade à procura da Rua da Praia e não a encontrará. Usando a lógica – o que é sempre arriscado, em Porto Alegre – procurará uma rua que margeia o rio (que não é rio), ou que comece ou termine numa praia. Se dará mal. Não há praias no centro da cidade, e nenhuma rua ao longo do falso rio se chama “da praia”. Finalmente, desconfiado de que a rua principal só pode ser aquela que concentra a maior parte do tráfego de pedestres no centro, você consultará a placa e lerá “Rua dos Andradas”. Mas ninguém a chama de Rua dos
Andradas, chamam pelo nome antigo, Rua da Praia. Por que da praia? Ninguém sabe. Só se sabe que ela vai da Ponta do Gasômetro, que não é mais Gasômetro, até a Praça Dom Feliciano, que todos chamam Praça de Santa Casa, passando pela Praça da Alfândega, que já foi praça Senador Florêncio, mas voltou a ser Praça da Alfândega porque ficava na frente da Alfândega – que não existe mais.

Confuso, você talvez entre no prédio da prefeitura para pedir satisfações, só para descobrir que entrou no prédio errado. Existe outra prefeitura, a nova, atrás da velha, que por sua vez tem na frente uma praça chamada não Porto Alegre mas Montevidéu.

Na prefeitura certa talvez lhe digam para ir se queixar ao bispo, tendo que, para isto, subir a Rua da Ladeira até a Praça da Matriz, onde fica a Catedral. Desista. Você não encontrará a Rua da Ladeira, que hoje se chama (só ela se chama, porque ninguém mais a chama assim) General Câmara, e a Praça da Matriz na verdade é a Praça Marechal Deodoro, embora poucos porto-alegrenses saibam disto.

A única vantagem de toda esta confusão é que você precisará de muito tempo para ir decifrando Porto Alegre, ao contrário do que acontece em cidades previsíveis e sem graça como Paris, Roma, etc., onde tudo tem o mesmo nome há séculos – e ir degustando-a aos poucos. Acho que não se decepcionará.

Vencidos os primeiros mal-entendidos e localizada, por exemplo, a “Praça da Matriz”, você pode fazer uma visita ao Theatro São Pedro, um dos orgulhos da cidade com seu prédio em estilo barroco português e sua pequena platéia em forma de ferradura. Há quem diga que é o teatro mais bonito do Brasil. Certamente é o mais bem cuidado. Inaugurado em 1858, esteve fechado por uns tempos e foi magnificamente restaurado para sua reinauguração há poucos anos. Da sacada do seu primeiro andar, onde ficam o foyer e o café, você pode olhar a Praça de cima. Se tiver sorte, os jacarandás estarão florindo. Do outro lado da praça estão a Catedral e o palácio do governo estadual, ou Palácio Piratini, esse no estilo neoclássico francês. Duas coisas surpreendem alguns visitantes em Porto Alegre pela quantidade insuspeitada: a arquitetura neoclássica e os jacarandás.

Saindo do Theatro São Pedro você pode aproveitar para dar uma olhada na Biblioteca Pública (outro exemplo do estilo neoclássico), e principalmente uma espiada no seu Salão Mourisco, ricamente decorado. Desça a Rua da Ladeira. Está bem, a General Câmara. Você chegará ao chamado Largo dos Medeiros e a outro mal-entendido municipal. O largo tem este nome extra-oficial em homenagem a um café que tinha ali e não tem mais. Não, não se chamava Café Medeiros, os donos é que se chamavam assim. Não importa, vire à esquerda e siga pela Rua da Praia – dos Andradas! dos Andradas! – passando a Praça da Alfândega, onde todas as primaveras se realiza a famosa Feira do Livro de Porto Alegre.

Depois de uma curta caminhada você chegará ao antigo Hotel Majestic, hoje belissimamente transformado na Casa de Cultura Mario Quintana, com teatros, cinemas e salas para cursos e exposições. Vale a pena entrar para ver o que foi feito do velho hotel e ir até o Café Concerto na sua parte superior, ou então deixar para voltar lá na hora do pôr-do-sol. Um pouco mais adiante na mesma Rua da Praia, à sua esquerda, você verá a igreja Nossa Senhora das Dores, com uma grande escadaria na frente. A fachada e a escadaria são iluminadas à noite, é uma das bonitas visões da cidade.

Volte pela mesma Rua da Praia em direção ao centro. Ao chegar à Avenida Borges de Medeiros, pegue a esquerda e desça até o Mercado Público, perto da prefeitura e da já citada Praça Montevidéu, onde está a graciosa Fonte de Talavera de la Reina, um presente da comunidade espanhola à cidade. Passeie dentro do mercado e veja as suas “bancas” especializadas, como a que vende vários tipos diferentes de erva para o chimarrão. Os morangos com nata batida da Banca 43 são famosos.

O pôr-do-sol não pode ser reivindicado como atração turística de Porto Alegre, já que tecnicamente ele acontece fora dos limites estritos do município, mas saber se colocar para assisti-lo é uma das artes da cidade. O novo Café Concerto, na cúpula do antigo Hotel Majestic, com uma vista desimpedida do “rio” e do poente, já tem seus adeptos, mas o ponto tradicional dos crepusculistas é o mirante do Morro de Santa Teresa. Você precisará de transporte para ir do centro até lá e se for de táxi, para evitar outro mal-entendido, diga ao motorista que quer ir ao “Morro da Televisão”. Do mesmo mirante você terá a melhor vista da cidade, cuja topografia já foi comparada à de São Francisco na Califórnia. E verá, lá embaixo, o imponente estádio do grande Sport Club Internacional.

Outro bom lugar para se olhar a cidade e o pôr-do-sol é o Morro do Turista. Para chegar lá você precisa pedir para ser levado ao Morro da Polícia. É o mesmo morro.

Aos domingos pela manhã, boa parte da população de Porto Alegre vai ao “Brique da Redenção”, assim chamado porque fica no Parque Farroupilha. Calma. O Parque Farroupilha, um dos maiores parques urbanos do mundo, é conhecido pelos porto-alegrenses como Parque da Redenção. Ou, sucintamente, “a Redenção”. “Brique”, na língua gaúcha, é o encurtamento de “briqueabraque” e é uma feira de antigüidades em que tudo, até revista da semana passada, é considerado antigüidade. Mas em meio às porcarias assumidas, há louças e pratarias, livros valiosos, selos e moedas e principalmente muita gente vendendo, comprando ou só passeando.

O parque se chama Farroupilha em homenagem à revolução do mesmo nome que os gaúchos fizeram em 1835 contra o império, proclamando a República Rio-grandense. Mas, embora todo mundo aqui hoje comemore a insurreição, Porto Alegre manteve-se fiel ao governo central e por isto mereceu o título de “leal e valorosa cidade” conferido pelo imperador Pedro II, e que está no seu brasão.

Outro mal-entendido.

Diego Fontenele é Relações Públicas e CEO do Blog de Viagens. Escreve semanalmente para a coluna Viajando na Maionese, desde sua residência em Porto Alegre. É apaixonado por gastronomia e por todo tipo de viagem.

Milanesa de Frango

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Ingredientes

  • 1 kg de filé de frango em bifes
  • 4 dentes de alho amassados
  • 1 cubo de caldo de galinha esfarelado
  • Raspas de 1 limão mais o suco deste
  • Sal e pimenta a gosto
  • Maisena
  • Ovos
  • Farinha de rosca

Modo de Preparo

Tempere os bifes com o suco e as raspas do limão, o alho, caldo de galinha o sal e a pimenta. Deixe tomar gosto por no mínimo 1 hora.

Passe os mesmos na maisena, depois nos ovos batidos e por último na farinha de rosca. Frite em bastante óleo de boa qualidade, ficam sequinhos e crocantes.

Harmonização

O sabor suave do frango, contrasta com o sabor forte do milanesa. A recomendação é um bom tinto leve ou um branco bem seco. Recomendo um Riesling. Um branco com boa estrutura. Li uma nota e fiquei animado: DR Riesling ao custo médio de 50 reais. Trata-se de um branco alemão que parece ser uma delícia.

Tiago Paixão é jornalista e estudante de Análise de Sistemas em Porto Alegre. Quando dá tempo cozinha. É apreciador de comida de qualquer espécie. Adora  vinhos e vem perseguindo a refeição perfeita

Roupa velha (carne desfiada ou charque)

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Ingredientes

  • 1/2 kg de charque
  • 2 colheres de sopa de óleo
  • 1 cebola média picada
  • 1/2 xícara de farinha de mandioca
  • tempero verde à vontade
  • manjerona
  • 2 dentes de alho
  • sal e pimenta a gosto

Tempo de preparo: 1 hora

Modo de preparar

Carne ou charque (se for charque, deve-se tirar bem o sal). Corte em pedaços, coloque óleo em uma panela média e acrescente todos os temperos picados. Refogue-os até que desmanchem. Retire do fogo, coloque a panela em cima de um lugar firme e com o socador de feijão, ou no pilão, acrescente a farinha de mandioca e bata com a mão de pilão até desfiar toda a carne. Depois de fria, conserve em lugar fresco. Dura mais ou menos 10 dias. Serve de aperitivo, com café ou chimarrão, ou para a guarnição de pratos variados.

Tiago Paixão é jornalista e estudante de Análise de Sistemas em Porto Alegre. Quando dá tempo cozinha. É apreciador de comida de qualquer espécie. Adora  vinhos e vem perseguindo a refeição perfeita

Raio-x Gastronômico de Fortaleza – Parte IV

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Chegamos finalmente ao nosso último post do Raio-x Gastronômico de Fortaleza, com dicas quentíssimas de restaurantes que você só encontraria se um nativo lhe indicasse.

O Filé Gourmet é um restaurante bem pequeno, mas com uma comida deliciosa! E o melhor de lá é  a grande variedade de pratos e o  preço pequeno.

Anote aí o endereço. Av. Washington Soares, 4040. Bairro Seis Bocas. Fone: (85) 3278-7317

Quer comer uma pizza deliciosa? Vá ao Bitonho & Cia. Ou peça pelo telefone. A pizza da calabresa posso garantir que  é a melhor do país!

Pode anotar o endereço. Rua Pereira Filgueiras, 1246, bairro Aldeota. Fone: (85) 3236-3221 e  (85) 3236-3221 .

Vai uma pedaço?

Vai uma pedaço?

Se você quer comer um bom sanduíche, mas quer fugir de Mc Donalds e companhia, a melhor opção é o Xis da Xica Lanc

hes. Uma gaúcha que se estabeleceu na capital e faz o melhor sanduíche de Fortaleza.  Vale a pena comer o Xis de Carne-de-Sol em homenagem a bela Terra da Luz. Confira, vale muito a pena! Caneta e papel para anotar o endereço: Avenida Antônio Justa, 3455 -  loja 5 – bairro: Meireles. Fone: (85) 3242-8514

Com o calor constante de 30º C, sempre bate aquela vontade de comer um sorvete, não? Se sua resposta for sim, não vá em outro local. Corra para a Sorveteria 50 sabores. A melhor sorveteria da cidade. São mais 90 deliciosos sabores. Anote os endereços:  Av. 13 de maio, 805. Fone: 3227-4397 ou Av. Beira-Mar, 4690. Fone: 3263-1714.

Diego Fontenele é Relações Públicas e CEO do Blog de Viagens. Escreve semanalmente para a coluna Viajando na Maionese, desde sua residência em Amsterdam. É apaixonado por gastronomia e por todo tipo de viagem.

Receita Medalhões ao molho do vinho do porto.

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Ingredientes

  • 400 Gramas de Filé
  • 2 Xícaras de Vinho do Porto
  • 1 Colher de katchup
  • Sal
  • Pimenta

Numa frigideira bem quente sele os filés cortados em medalhões. Salgue e tempere com pimenta do reino preta. Deixe por dois minutos e coloque o vinho e a katchup. Espere o molho ferver e reduzir. Se desejar o molho mais grosso, coloque uma colher de sopa de farinha de trigo  dentro de meio copo d´água e mexa bastante, após misture ao molho.

Sirva com Arroz ou purê de batatas.

Harmonização

Bueno, sabores fortes. Como eu tenho recomendado bastante cabernet sauvignon, então hoje vamos tentar outros sabores. A primeira dica é um MALBEC Norton Malbec Lujan de Cuyo DOC 2005 da Argentina ao preço aproximado de 30 reais. A outra dica é um Pinotage sul africano: The Big Five Pinotage ao preço de 40 reais.

Boa semana e bons sabores a todos.

Tiago Paixão é jornalista e estudante de Análise de Sistemas em Porto Alegre. Quando dá tempo cozinha. É apreciador de comida de qualquer espécie. Adora  vinhos e vem perseguindo a refeição perfeita

As milanesas ou milanezas da América

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Uma das comidas mais tradicionais da América do sul são as milanesas. O que a milanesa?? Depende de onde você está. No Uruguai e na Argentina as milanesas são bifes de gado a milanesa acompanhado de Purê de Batatas ou de batatas fritas e saladas. O arroz, normalmente, é servido frio em forma de salada. No Chile e Paraguai o padrão das Milanesas é um bife de filé ou de lombo de Porco e o acompanhamento é batatas ou ainda salada de grãos. No Brasil o Bife a Milanesa existe especialmente nos A La Minutas. Em todos os lugares, é padrão, pedir para trocar o Milanesa original por outro tipo de carne, tipo: Milanesa de Frango. Todo o resto é igual. Vale a pena. Bom fim de semana e bons sabores a todos.

Tiago Paixão é Jornalista e estudante de Análise de Sistemas em Porto Alegre. Quando dá tempo cozinha. É apreciador de comida de qualquer espécie. Adora  vinhos e vem perseguindo a refeição perfeita

Camarão na Moranga

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  • 1 quilo de camarão médio
  • 4 colheres (sopa) de azeite
  • 2 dentes de alho
  • 1 cebola
  • 5 tomates sem sementes
  • sal e pimenta a gosto
  • 1 lata de creme de leite sem soro
  • 300g de requeijão cremoso
  • 1 moranga

Modo de Preparo

Retire a tampa da moranga e a seguir, as sementes. Lave e enrole-a em papel alumínio

Leve ao forno e asse por 45 minutos.  Em uma panela, aqueça o azeite e refogue o alho e a cebola. Junte os tomates picados, a pimenta, o sal e 3 colheres (sopa) de catchup (opcional). Acrescente o creme de leite. A seguir, agregue os camarões aferventados

Cozinhe por aproximadamente 3 a 5 minutos. Espalhe o requeijão dentro da moranga reservada. Despeje o creme de camarão

Harmonização

Recomendo um Marcos James Riesling. Trata-se de um vinho branco, fino, elaborado a partir de uvas Riesling. Ligeiramente ácido, leve e discretamente aromático.

Sirva resfriado, nunca gelado. Coma em boa companhia e aproveite os momentos, o vinho e tenha um bom feriado e bons sabores.

Tiago Paixão é Jornalista e estudante de Análise de Sistemas em Porto Alegre. Quando dá tempo cozinha. É apreciador de comida de qualquer espécie. Adora  vinhos e vem perseguindo a refeição perfeita

Blog de Viagens – Ragu para macarrão

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Uma especialidade italiana é o Ragu, molho de carne. Uma verdadeira delícia quando colocado por cima do macarrão, qualquer macarrão.

Ragu para macarrão

  • 500g de carne bovina (patinho)
  • 500g de pernil de porco
  • 500g lingüiça suína fresca
  • Tudo moído no triturador de carne

Cozinhe esses ingredientes em fogo baixo durante uma hora, tudo temperado com sal, pimenta do reino, em azeite de oliva e com um pouco de água para não queimar.

Quando tudo isso estiver bem cozido, cobrir totalmente com molho de tomate. De preferência, daquele preparado em casa (ver receita abaixo)

Deixar cozinhar a carne com o molho de tomate durante cerca de uma hora e meia, em fogo bem baixo, até secar boa parte do molho. O resultado final deve ser um ragu bem suculento.

Na hora de servir, acrescentar folhas de manjericão fresco no molho.

Molho de tomate caseiro
Basta ferver levemente os tomates, quando a casca estourar, bater no liquidificar e cozinhar durante uma hora em fogo baixo, com muita cebola e alho triturados no liquidificador.

Harmonização

Trata-se de uma receita forte e com muitos sabores marcantes. O melhor é não arriscar. Cabernet Sauvignon. O Casillero del Diablo 2007, conseja historica. Eu ganhei um uma vez do editor do site. É um vinho simplesmente fantástico. Vale dizer que Concha y Toro é uma empresa chilena, produtora e exportadora de vinhos. Foi fundada em 1883 por Don Melchor de Concha y Toro. A vinícola Concha y Toro é a maior do Chile e é atualmente controlada pelas famílias Guilisasti e Larrain. A empresa representa 37% do mercado interno chileno e 31,4% das exportações chilenas de vinho. 70% de suas vendas são para exportação para aproximadamente 110 países.
Em joint venture com a vinícola francesa Baron Philippe de Rothschild produz o ícone Almaviva, um vinho de primeira grandeza. Possui vinhedos nos principais vales produtores chilenos, bem como na Argentina, ocupando uma extensão de 8.720ha. Um de seus vinhos mais conhecidos é o Casillero del Diablo.

Tiago Paixão é Jornalista e estudante de Análise de Sistemas em Porto Alegre. Quando dá tempo cozinha. É apreciador de comida de qualquer espécie. Adora  vinhos e vem perseguindo a refeição perfeita

Assado de Carne

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Porque?? Simples… é a Receita Favorita do Maradona, principal alvo de comentários e piadas essa semana. Afinal, com ele a Argentina quase virá pó… Mas agora ele se recuperou e vai cuidar da carreira.

Dizem que depois de sua frase antológica: “Que la chupen” ele disse que se referia ao assado.

Ingredientes

  • 1 bife de tira pesando aproximadamente 450g (peça extraída da costela do boi, próxima ao contrafilé)
  • 2 colheres de sopa de sal grosso
  • 4 ramos de alecrim

 

Preparo

O bife de tira é uma peça em forma retangular retirada da parte central da costela do boi (com os ossos) cortada na transversal, e mede cerca de 20cm de comprimento, 6cm de largura e 3,5cm de espessura, com uma faixa de gordura numa das laterais. É temperado apenas com uma massagem de sal grosso na hora de ir para a grelha previamente aquecida com braseiro bem forte. Colocado a uma distância de 25cm das brasas, fica 5 minutos de cada lado e está pronto: marcado e tostado por fora, tenro e suculento por dentro. Sirva quente sobre os ramos de alecrim, acompanhada de salada de folhas ou batatas assadas

Que tá degustar esse delicioso assado argentino?

Que tá degustar esse delicioso assado argentino?

Harmonização

Vinho Angelica Zapata Cabernet Sauvignon – Argentina Safra 2004 – Trata-se do vinho perfeito para o Assado. Cabe dizer que o corpo e a elegância desse vinho são reconhecidos no mundo todo.

Boa fim de semana e bons sabores a todos.

Tiago Paixão é Jornalista e estudante de Análise de Sistemas em Porto Alegre. Quando dá tempo cozinha. É apreciador de comida de qualquer espécie. Adora  vinhos e vem perseguindo a refeição perfeita

Pêra no vinagre com nozes.

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  • Duas peras
  • 100 gramas de nozes
  • Uma xícara de vinagre balsâmico
  • 100 gramas de Queijo Brie
  • Massa folhada

Essa receita é francesa. Espetacular, embora seja estranha no começo. Corte pêras em cubos e deixe de molho no vinagre balsâmico por duas horas. Triture nozes e disponha por cima das pêras. Cubra com o queijo brie e faça um tipo de envelope pequeno com a massa folhada. Deixe no forno por cerca de 20 minutos. Sirva.

Harmonização

Um bordô. A receita é mais rebuscada, como pode-se ver. Pede um investimento maior no vinho. Escolha um bom francês. A dica é Chateau Le Monastere 2005. Custa em média 50 reais e fecha perfeitamente com o prato. Não se engane, o vinagre pede uma boa estrutura de vinho, ou seja, não adianta puxar para o branco.

Boa semana e bons sabores a todos.

Tiago Paixão é Jornalista e estudante de Análise de Sistemas em Porto Alegre. Quando dá tempo cozinha. É apreciador de comida de qualquer espécie. Adora  vinhos e vem perseguindo a refeição perfeita

Fique por dentro das expressões…

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Hoje na coluna Notas de Sabor uma idéia de alguns termos usados para falarmos de vinhos. Algumas das expressões são extremamente usadas, outras nem tanto.

São algumas, continuo outro dia.

Acerbo

Vinho com excesso de adstringência, o que lhe dá um sabor azedo, áspero.

 Açúcar

O suco de uva contém dois açúcares simples, a glicose e a frutose, que se transformam em álcool durante a fermentação. Contudo, uma pequena parte destes açúcares permanece no vinho depois de feito, designando-se por isso de açúcar residual.

 Adstringente

Sensação provocada pelo tanino existente no vinho que tem por efeito crispar as mucosas da boca. Ao procurar distendê-las, o provador dá a impressão de mastigar o vinho.

 Agressivo

Diz-se de um vinho que fere o palato por excesso de acidez ou de tanino.

 Agreste

Vinho com acentuadas características de acidez.

Amargo

Sabor elementar e simultaneamente doença do vinho.

Amplo

Vinho que alia, na mais perfeita harmonia, sabor e bouquet, o que se traduz na degustação por sensações ricas e prolongadas.

Aroma

Cheiro do vinho apreendido pela via nasal direta, ou retro-nasal quando o vinho se encontra na boca. Neste caso, o vinho é apreciado não só pelo aroma mas também pelo sabor e a este conjunto de sensações se dá o nome de gosto do vinho.

Aromático

Característica quase exclusiva dos vinhos frutados que exalam aromas mais ou menos intensos.

Áspero

Vinho adstringente e dando ao mesmo tempo a sensação de ser abrasivo.

A precipitação dos taninos faz com que esta característica tenda a atenuar-se com o tempo.

Austero

Vinho rude, em que o bouquet é pouco perceptível devido à abundância de tanino.

Aveludado

Diz-se do vinho que deixa na boca uma sensação de grande macieza.

Azedo

Diz-se de um vinho com um pronunciado sabor a vinagre, proveniente do excesso de ácido acético.

Bouquet

Conjunto de sensações olfativas que o vinho dá.

Brilhante

Vinho límpido e que parece luminoso.

Cansado

O vinho gosta de repouso. Operações como o engarrafamento cansam-no fazendo-lhe perder momentaneamente qualidades.

Capitoso

Termo aplicado aos vinhos ricos em álcool e dos quais se diz que “sobem à cabeça”.

Carnudo

Vinho que dá a sensação de ter uma consistência sólida, de encher a boca.

Chato

Diz-se do vinho que revela falta de acidez, sem caráter.

Completo

Diz-se de um vinho que reúne todas as qualidades numa harmonia completa.

Cor

O vinho admite uma paleta cromática variada que espelha aspectos importantes para sua caracterização. Nos vinhos tintos, por exemplo, uma coloração azulada revela um vinho jovem enquanto que a presença de tonalidades amarelas é sinal de envelhecimento.

Corpo

Diz-se de um vinho rico em álcool, com caráter, sabor acentuado e que enche a boca.

Tiago Paixão é Jornalista e estudante de Análise de Sistemas em Porto Alegre. Quando dá tempo cozinha. É apreciador de comida de qualquer espécie. Adora  vinhos e vem perseguindo a refeição perfeita

Blog de Viagens – Sobremesa de morango

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Ingredientes

  • 200 gramas de Morangos
  • Meia xícara de Creme de leite
  • Uma colher de sopa de açúcar
  • Três colheres de sopa de amarulla

Modo de Preparo

Corte e lave os morangos e reserve. Numa tigela misture o creme de leite e o açúcar batendo bastante. Tem que ficar bem cremoso tirando um pouco do soro (libera soro quando bate). Misture com o morango e coloque a Amarulla por cima. Sirva gelado.

Harmonização

Recomendo um espumante. Um moscatel Casa Valduga da serra gaúcha. O adocicado natural do moscatel, combinado com a receita italiana (Asti) de confecção da bebida, irá combinar com a receita.

Bom fim de semana e bons sabores a todos.

Tiago Paixão é Jornalista e estudante de Análise de Sistemas em Porto Alegre. Quando dá tempo cozinha. É apreciador de comida de qualquer espécie. Adora  vinhos e vem perseguindo a refeição perfeita

Blog de Viagens – Papaya com cassis

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Ingredientes

  • Um mamão papaya.
  • Duas bolas de sorvete de creme.
  • Um cálice de licor de cassis.

Modo de Preparo
Coloque o mamão descascado e sem sementes e o sorvete no liquidificador e bata até ficar homogêneo. Sirva em uma taça colocando o licor por cima.

Harmonização
Segundo prato que imagino com um bom moscatel. O espumante moscatel é doce por natureza e tem algumas caracterísicas especiais. Ele é feito pelo processo Asti, método italiano de filtragem e fermentação que deixa o gás de forma mais suave e presente. A recomendação é o Casa Valduga, da Serra Gaúcha ou o Novo Mundo do Vale do São Francisco. Boas recomendações para o fim de semana.

Boas receitas e bons sabores a todos.

Tiago Paixão é Jornalista e estudante de Análise de Sistemas em Porto Alegre. Quando dá tempo cozinha. É apreciador de comida de qualquer espécie. Adora  vinhos e vem perseguindo a refeição perfeita

Carreteiro

 

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Muitas receitas têm uma origem semelhante. Feitas para suportar um bom tempo. Suportar viagens. A comida regional (Que acabou virando internacional) registra as Paellas (Comida feita pelos pescadores espanhois com o que sobrava da pesca), feijão tropeiro e a comida de hoje: o Carreteiro (comida feita com carne seca para levar em viagens de carreteiros), representante ilustre da cozinha regional gaúcha.

Ingredientes

  • Carne seca, carne de sol ou preferencialmente o Charque. Cortado em cubos, na medida de meia xícara por pessoa.
  • Deixe de molho de um dia para o outro para tirar o sal.
  • Duas folhas de louro
  • Arroz  
  • Cebola

Modo de preparo

Corte a cebola em pequenos cubos, e refogue. Ponto certo da cebola refogada é quando ela fica translúcida. Refogue o arroz e coloque água na medida de duas xícaras de água para cada xícara de arroz. Em seguida, coloque o charque e as folhas de louro. Deixe secar a água. Quando o arroz ainda estive úmido, verifique o sal e faça a correção, caso necessário.

Na hora de servir confie na sua criatividade. Pode colocar uma banana cortada em rodelas ou queijo ralado.

Harmonização

Historicamente era o vinho que estivesse disponível. Mas o que mais gosto é um Merlot. Trata-se de um vinho jovem que comporta-se bem com sabores fortes. Bastante frutado e leve. Há bons merlots Brasileiros, Argentinos e Chilenos. Como bons vinhos jovens, não há grandes exigências de marcas. Provem e me digam o que acharam.

Um grande abraço e bons sabores a todos.

Tiago Paixão é Jornalista e estudante de Análise de Sistemas em Porto Alegre. Quando dá tempo cozinha. É apreciador de comida de qualquer espécie. Adora  vinhos e vem perseguindo a refeição perfeita.

Molho Pesto

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O Molho feito pela primeira vez em Gênova na Itália. Sua origem era a de conseguir um molho que não precisasse ser aquecido e que assim pudesse ser levado com facilidade para qualquer lugar. Sua criação é genovesa, no entanto, é feito em diversas regiões da Europa havendo bons pestos na Suíça, frança e em várias regiões da Itália. É um dos mais famosos e saborosos para acompanhar as massas compridas, mas é usado também como acompanhamento de carnes vermelhas.

Ingredientes:

  • Manjericão – 50 gramas.
  • Azeite de Oliva (se possível extra-virgem) – quatro colheres de sopa.
  • Castanha do Pará – Duas colheres de sopa.
  • Queijo parmesão Ralado – Duas colheres de sopa.

*** Esclarecimentos: A receita original é feita com Pinólis (tipo de amêndoa) e queijo pecorino. Mas devido ao custo e a dificuldade de encontrar, faz-se a substituição sem perdas.

Modo de Preparo:

Picar grosseiramente o manjericão fresco. Passe as castanhas em um mixer para ficar picadas. No mesmo mixer, coloque o manjericão (com os talos) o queijo e o azeite. O molho está pronto.

Não aquecer o molho.

Sirva com massas compridas, espaguetti, fetuccini.

Harmonização:

Uma das mais complicadas. Recomendo um vinho branco com bastante fruta. Tenho consumido bastante os Sauvignon Blanc chilenos. Casa Silva 2007 é uma excelente pedida. Uma opção mais em conta e também saborosa é o Gato Negro San Pedro. Os Sauvignon Blancs são extremamente frutados e alguns apresentam final de flores. Vinho refrescante e que se comporta bem com sabores fortes.

Um grande abraço e bons sabores a todos.

Tiago Paixão é Jornalista e estudante de Análise de Sistemas em Porto Alegre. Quando dá tempo cozinha. É apreciador de comida de qualquer espécie. Adora  vinhos e vem perseguindo a refeição perfeita.

Risoto de Pinhão

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Pegue a panela de pressão e coloque o pinhão dentro. Complete até a METADE da panela com água fria. Feche a panela e leve ao fogo alto até começar a chiar. Em seguida baixe o fogo e conte meia hora. Resfrie e abra a panela com cuidado. Ainda com a água quente retire com uma escumadeira alguns pinhões e com a lateral de uma faca pressione a casca perto do cabo até separa o pinhão da casca. Com um fio de azeite refogue a conta de meia cebola por xícara de arroz. Recomenda-se ainda um dente de alho. Deixe a cebola ficar translúcida o que deve levar mais ou menos 4 minutos. Depois, coloque o equivalente a meio cálice de vinho branco ou vermuth para cada xícara de arroz. quando começar a “liberar o cheiro”, coloque o arroz arobório. Tempere com pimenta do reino e sal a gosto. Em seguida deixa cozinhar sempre mantendo umido com o caldo de frango. O arroz estará pronto quando estiver al dente. Logo que estiver al dente, coloque uma colher de mateiga e duas colheres de sopa de queijo parmessão. Sirva bem quente.

Harmonização: A harmonização é fácil. O Pinhão não quebra o sabor do vinho e por isso não precisa de grandes engenharias. A dica fácil e simples. O vinho que você usar para fazer o Risoto, deverá ser o que vai acompanhar o prato. Pronto a harmonização tá feita. Qual vinho? Eu recomendo um Chardonnay, Sauvignon Blanc ou ainda um Gewurztraminer. Caso seja Chardonnay, o conselho é um Tamaya de 2004 que já recebeu o prêmio de melhor do mundo e custa 24 reais. Opção é o Marcus James 2007. O Sauvignon Blanc Carta Blanca do Chile de 2006 é fantástico. O Gewurztraminer é uma harmonização audaciosa e cara. Deixa pra lá!

Tiago Paixão é Jornalista e estudante de Análise de Sistemas em Porto Alegre. Quando dá tempo cozinha. É apreciador de comida de qualquer espécie. Adora  vinhos e vem perseguindo a refeição perfeita.