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Essa semana eu prometi no Twitter que todo domingo, pelos próximos dois meses, publicarei dicas de roteiros para vocês aproveitarem o Passaporte Azul. Tudo começou por sugestão do amigo @GutoRocha, da @Pmweb .
Aceitei o desafio e estamos aqui.
Que tal começar pelo Ceará? Que tal um roteiro para alguns dias pela Terra da Luz?
Quer mais? Aproveite também um Tour Gastronômico por Fortaleza.
Espero que gostem! Essa semana tem mais roteiros para você curtir o Passaporte Azul.
1. Roteiro para dez maravilhosos dias na Terra da Luz
2. Raio-X Gastronômico de Fortaleza – Parte I
3. Raio-X Gastronômico de Fortaleza – Parte II
Durante três dias, de 17 a 20 de março você não pode deixar de conferir o Taste of Dubai, um evento gastronômico que contará com a presença dos mais famosos chefs da segunda maior cidade dos Emirados Árabes Unidos, dentre eles: Gary Rhodes, Vineet Bhatia, James Martin, Giorgio Locatelli, Uwe Micheel. Não dá para perder.
Para saber mais, acesse: http://www.tasteofdubaifestival.com/2010/
Seth Kugel
New York Times Syndicate
Tradução: George El Khouri Andolfato
Para acessar a página do UOL Viagens e conferir essa matéria, clique aqui.
Montevidéu pode ser ofuscada por suas vizinhas mais badaladas, Punta del Este e Buenos Aires, mas a capital do Uruguai não sofre de complexo de inferioridade. Como centro político e comercial do país, Montevidéu segue seu próprio ritmo indiferente. Seus 1,3 milhão de habitantes gostam de exibir os prazeres como de uma cápsula do tempo de sua cidade, como as mateiras de couro penduradas em seus ombros, que guardam as garrafas térmicas e cuias para preparo do chimarrão. E apesar do horizonte de Montevidéu estar pontuado por alguns arranha-céus, a cidade abriga pequenos museus encantadores, uma cidade velha animada e apenas um punhado de turistas. É uma cidade que os uruguaios gostam de manter em segredo.

Como centro político e comercial do país, Montevidéu segue seu próprio ritmo indiferente. Na foto, Palácio Salvo uma vez foi o edifício mais alto da América do Sul.
Sexta-feira
16h – Cachorro-quente e arte bacana
Mergulhe direto na vida do centro parando na Plaza Fabini (18 de Julio com Rio Negro) de Montevidéu. Apelidada de Plaza del Entrevero pelos moradores locais devido à estátua em seu centro, a praça bem cuidada, com fonte, é perfeita para desfrutar os raios do sol de fim de tarde e para observar pessoas. O café ao ar livre, La Pasiva, é famoso por seus “panchos”, cachorros-quentes servidos com uma receita secreta picante de mostarda (18 pesos uruguaios, cerca de 85 cents, com o dólar cotado a 21,57 pesos) e melhor acompanhados com uma garrafa de Paso de los Toros, a contribuição do Uruguai aos grandes refrigerantes de pomelo do mundo. E escondido embaixo fica o Subte (598-2-908-7643; subtemvd.blogspot.com), um espaço de exposição gratuito que frequentemente exibe artistas uruguaios contemporâneos.
18h – Fatia de bolo
O apóstrofo pode ser desnecessário, mas tudo mais está no seu devido lugar no Cake’s (José Ellauri 1067; 598-2-707-6207; cakes.com.uy), no bairro nobre de Pocitos. É um lugar maravilhoso para tomar chá e provar as sobremesas enormes (108 pesos) que facilmente manterão a fome afastada até a tardia hora do jantar de Montevidéu. Experimente o mille-feuille ao estilo uruguaio, repleto de doce de leite; ou os alfajores, biscoitos recheados com doce de leite. (Eles têm alguns itens sem doce de leite, mas por que se dar ao trabalho?)
21h – Cheio de queijo
Os restaurantes casuais de Montevidéu possuem cardápios notadamente semelhantes, que giram em torno do chope, das muzzarelas (fatias de pizza), fainá (um pão chato feito de farinha de grão-de-bico) e chivitos (sanduíches de carne bovina). Para um endereço à moda antiga ligeiramente acima dos demais, experimente a Pizzería Trouville (21 de Septiembre 3104; 598-2-711-2598), um ponto popular em Pocitos, que fica em um meio-termo entre bar e restaurante. Suas muzzarelas são repletas de queijo (a menos que você peça “pizza”, que vem sem queijo) e o sabor será ainda melhor se você conseguir pegar uma mesa ao ar livre.
23h – Dobre sua diversão
Montevidéu não está no radar de muitas celebridades (ou ainda não), mas o Baar Fun Fun (Ciudadela 1229, Mercado Central; 598-2-915-8005; barfunfun.com), um bar fundado em 1895 e que atualmente é um ponto badalado de tango e música candombe local, já atraiu algumas, como comprovam as fotos na parede. Entre elas o roqueiro canadense Bryan Adams, o ator Danny Glover e a presidente do Chile, Michelle Bachelet. Enquanto isso, uruguaios de todas as idades lotam o local para beber uvita, um drinque superdoce à base de vinho, ouvir apresentações ao vivo e, até onde o bar lotado permite, dançar.
Sábado
11h – Mercado matinal
Apesar dos táxis serem baratos, o centro de Montevidéu é fácil de ser percorrido a pé e um bom lugar para começar é o Mercado de los Artesanos (Plaza Cagancha 1365; 598-2-901-0887), uma feira de artesanato onde os artesãos se revezam vendendo velas, trabalhos em couro, abajures de cerâmica e bonecas uns dos outros. Depois, desça a 18 de Julio para se embasbacar com o Palacio Salvo, o prédio mais alto da América do Sul quando foi construído nos anos 20. Então perambule pela cidade velha, para ver quão agradável um distrito histórico pode ser quando são removidos os turistas e, em seu lugar, há apenas moradores cuidando de seus afazeres diários.

As tardes de sábado assumem uma atmosfera de festa virtual no Mercado del Puerto, um mercado portuário do século 19 que é o prazer dos carnívoros. - Foto Horácio Paone/ NYT
13h – Encontro para carne
As tardes de sábado assumem uma atmosfera de festa virtual no Mercado del Puerto (Piedras com Yacare; 598-2-915-4178; mercadodelpuerto.com), um mercado portuário do século 19 que é o prazer dos carnívoros. A rotina tradicional: comece no bar do Roldós com uma garrafa de Medio y Medio, uma mistura de vinho seco e espumante que serve como bebida oficial do mercado e, a 120 pesos a garrafa, é um rápido indutor de farra. Então passe para um tinto uruguaio quando sentar-se para uma refeição em um dos restaurantes de parrillada como o La Maestranza, onde hábeis mestres da grelha assam pedaços de carne e, provavelmente apenas como exibição, um pimentão verde. Almoço para dois, com vinho, sai por cerca de 750 pesos.
16h – Onde está Gurvich?
Desde os sete pecados capitais retratados por animais de fazenda a pinturas que lembram uma montagem de “Onde Está Wally?”, José Gurvich é um dos artistas uruguaios mais conhecidos do século 20. Celebre sua vida e obra no Museu Gurvich (Ituzaingo 1377, Plaza Matriz; 598-2-915-7826; museogurvich.org), um museu inteligentemente planejado que é uma biografia em um prédio. Visite os três andares de suas pinturas, esculturas, colagens e murais – o homem fez de tudo, exceto criar vídeos para o YouTube, e isso provavelmente apenas porque ele morreu em 1974.
19h – Dividindo canudinhos
Lembra de quando as noites de fim de semana significavam ir à beira-mar com suas garrafas térmicas cheias de água quente para beber chimarrão, compartilhando um canudinho de metal? Não lembra? Então você certamente não é de Pocitos, onde um trecho da Rambla fica cheio de casais e grupos de amigos. O público tende a ser jovem, mas não exclusivamente. O dono da erva-mate despeja a água e passa de um amigo para outro. É um lance de cada um faz o seu, então se você quiser participar, certifique-se de comprar com antecedência a erva-mate e a garrafa térmica; elas são fáceis de encontrar.
22h – Pausa para o sushi
Por mais que tentem, os moradores de Montevidéu não conseguem viver só de carne, e um lugar onde fazem uma pausa na cultura da carne bovina é o Café Misterio (Costa Rica 1700, Carrasco; 598-2-601-8765; cafemisterio.com.uy), um sushi bar que há anos é um dos pontos mais badalados da cidade. O retrô se encontra com o moderno da decoração que muda sempre, pessoas trintonas se encontram com sexagenárias no bar e sashimi de polvo (190 pesos por quatro fatias) se encontra com mojitos (100 pesos) no cardápio.
2h – Redondo (como um disco)
Às 2 horas da madrugada é quase cedo demais para chegar ao Lotus (World Trade Center; 598-2-628-1379; lotus.com.uy), o clube do momento em Montevidéu, mas há abundância de bares lotados na área, como o El Pony Pisador (José Iturriaga 3497; 598-2-622-1885; elponypisador.com.uy), para um aquecimento. O Lotus é quase perturbadoramente redondo, como uma discoteca em uma espaçonave marciana nos anos 70, mas cria uma transição fluente entre os observadores na parte externa, aqueles que flertam um anel adiante e as pessoas dançando música house no interior. O público varia dos ultraelegantes até aqueles que apenas querem se divertir com os amigos. Tente ir embora antes das 4h30, ou terá que nadar contra a correnteza de todos aqueles que chegam tarde.
Domingo
11h – Passeio pela feira
À procura de cebolas frescas, amendoim doce, suéteres, livros usados, flores, um controle remoto usado ou um animal de estimação? Você encontrará tudo isso e muito mais na feira de rua de Tristan Narvaja, que ocupa quadras e quadras na rua de mesmo nome aos domingos. Mesmo se você só estiver no mercado para uma caminhada por uma feira interessante, sua satisfação estará garantida.

Chivito, o sanduíche uruguaio de carne bovina grelhada que, mesmo na sua forma mais simples, vem repleto de alface, tomate, ovo e queijo. Foto: Horácio Paone
13h – Última chamada para Chivitos
Se você chegou até aqui sem provar um chivito, o sanduíche uruguaio de carne bovina grelhada que, mesmo na sua forma mais simples, vem repleto de alface, tomate, ovo e queijo, você provavelmente estabeleceu um recorde montevideano. O Papoñita (18 de Julio 1649; 598-2-408-4840), um restaurante à moda antiga, repleto de velhos casais simpáticos, acabará com esse jejum. O chivito canadense, que vem com presunto, alface, tomate e toneladas de outras coisas, custa 160 pesos; o copa melba (175 pesos) é outra especialidade, um sorvete alto como arranha-céu que é um feito arquitetônico tanto quanto os prédios ao redor.
O básico
Pense duas vezes antes de escolher um hotel no centro. Charmosa de dia, a cidade velha pode ser barulhenta e desagradável, ou silenciosa e perigosa, à noite. Como é fácil circular pela cidade em táxis baratos, é melhor ficar em um bairro mais nobre como Pocitos, que fica à beira-mar. A maioria dos hotéis aceita dólares americanos.
O Ermitage Hotel (Juan Benito Blanco 783; 598-2-710-4021; ermitagemontevideo.com), dos anos 50, oferece um custo-benefício excelente, com quartos com vista para o mar a partir de US$ 80.
Uma opção mais moderna é o Trouville Apart & Suites (Francisco Vidal 726 com Juan Maria Pérez 2957; 598-2-712-0903; puntatrouville.com.uy). Os quartos, equipados com quitinete, custam a partir de US$ 85.
Para acomodações de luxo, o Belmont House, no bairro Carrasco (Riviera 6512; 598-2-600-0430; belmonthouse.com.uy), oferece quartos duplos a partir de US$ 240.
Olá a todos! Hoje vamos apresentar a “menina dos olhos” do turismo cearense: a praia de Jericoacoara.
Eleita como uma das 10 mais belas praias do mundo, esse local paradisíaco fica localizado no município de Jijoca de Jericoacoara, distante aproximadamente 300 km de Fortaleza (litoral oeste do Ceará).
Apesar da fama e badalação, o local transpira tranqüilidade. Lá encontraremos várias colônias de pescadores, ruas de areia (algumas até sem rede elétrica!). Além disso, o local é Área de Proteção Ambiental (APA) desde 1984, o que favorece a manutenção do ambiente rústico.
Jericoacoara se destaca pela presença de inúmeras formações lacustres e dunas de tirar o fôlego. A principal lagoa é Jijoca, dividida em duas partes: Lagoa Azul, rústica e com barracas simples; e Lagoa do Paraíso, com pousadas confortáveis e restaurantes que oferecem redes e espreguiçadeiras. Por todo o espelho d´água, os bons ventos da região – considerada uma das melhores do país para a prática de esportes náuticos – conduzem jangadas e pranchas de kitesurf, que dividem o espaço em perfeita harmonia.
Já a praia do centro de Jericoacoara, freqüentada pelos windsurfistas em especial, tem como destaque a duna do Pôr-do-sol. Todos os dias, no final da tarde, nativos e turistas sobem o morro de 30 metros de areia para apreciar o espetáculo do sol mergulhando no mar. Depois, a vila vira festa. Com restaurantes transados, bares animados e forrós pé-de-serra, oferece programas para todos os gostos. Nas noites de lua cheia, porém, o programa preferido é simplesmente apreciar o céu, sempre repleto de estrelas.
Outro cartão postal fantástico de Jeri é a famosa pedra furada. Fica a 30 minutos de caminhada a partir da praia de Jericoacoara. Em julho, o sol se põe do outro lado do “furo” da Pedra Furada, proporcionando um grande espetáculo. O caminho pela praia deve ser feito apenas na maré baixa – na cheia é preciso escalar as dunas.
Hotéis e Pousadas
Local para ficar também não é problema em Jeri. Clique aqui e encontre todos os hotéis e pousadas existentes no local:
Onde comer
E você pode me perguntar: sim, mas onde posso comer com qualidade? Clique aqui e conheça os melhores restaurantes da região, mostrando sucintamente algumas características de cada estabelecimento.
Se você está ansioso para conhecer esse paraíso perdido, deve estar se perguntando como chegar até lá. Bem, não existe aeroporto em Jeri (o mais próximo é o de Camocim, a 50 km de distância, e apenas para aviões de pequeno porte).
De carro, apenas se o seu tiver tração nas quatro rodas (o ideal para quem tem carro de passeio é deixá-lo em uma espécie de estacionamento que existe na entrada da cidade e ir em transportes chamados “Jardineiras”).
Empresas de ônibus também fazem o trajeto por lá. Uma delas é a Redenção (85 3256 2728/ 1973). Empresas de turismo também fazem pacotes para lá. Uma delas é a CVC, clique aqui
Bem pessoal, é isso. Até a próxima coluna!
Felipe Paiva, 23 anos, escreve todas as segundas-feiras para a coluna “Próxima Escala, Fortaleza”, no Blog de Viagens, é acadêmico de Medicina e como todo bom cearense adora a orla de sua cidade.
Reportagem: Helene Cooper
New York Times Syndicate
Tradução: George El Khouri Andolfato
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No Eighteenth Street Lounge, salas de sofás de veludo e lareiras aguardam por você - Foto: Divulgação.
Washington está repentinamente de novo na moda, acrescido de uma dose dupla de jovens trabalhadores políticos idealistas, que de fato acreditam que podem mudar o mundo, além da chegada do primeiro presidente negro dos Estados Unidos. Passou a ser até bacana acenar a bandeira. E nos meses de lua-de-mel da presidência de Barack Obama, antes do casamento do país com o novo presidente azedar como de costume, uma viagem à capital do país é o que há. Seria quase antipatriótico não visitá-la.
Sexta-feira
18h – A festa começa cedo
Beba na companhia dos recém-chegados a Washington no Eighteenth Street Lounge (1212 18th Street NW; 202-466-3922; www.eighteenthstreetlounge.com). Entre pela porta ao lado da Mattress Discounters -não há sinalização do lado de fora- suba as escadas e voilà! Uma casa geminada de múltiplos níveis, com sala após sala de sofás de veludo e lareiras, aguarda por você. Há um deck nos fundos para coquetéis pós-expediente na primavera e verão.
20h – Coma como a Oprah
Tome um táxi até Capital Hill, até o Art and Soul Restaurant no Liaison Hotel (415 New Jersey Avenue NW; 202-393-7777; www.artandsouldc.com). O ex-chef de Oprah Winfrey, Art Smith, é o dono deste restaurante que foi a central de comando das grandes festas da posse. Sim, você já tomou uns drinques, mas você não vai dirigir, então não deixe de provar a margarita no bar antes de se sentar para comer. O cardápio fará você se recordar que, sim, Washington é uma cidade sulista -nem pense em deixar de provar a Chesapeake Bay Fry para começar. É uma combinação de frutos do mar fritos, mariscos, lula, camarão e ostras com, é claro, quiabo. Os bolos de milho Terra e Mar (com caranguejo, carne bovina e queijo brie) são ridiculamente bons. Se ainda estiver com fome, então peça a costeleta de porco com molho de presunto. E os bolinhos miniatura de coco e chocolate. O jantar para dois, com drinques, vinho e sobremesa, custa cerca de US$ 140.
22h – Caminhada da liberdade
Por sorte, você não está usando sapatos Prada com saltos de 13 centímetros, porque você vai queimar a costeleta de porco com uma caminhada até o parque National Mall. Seu destino é o Lincoln Memorial (www.nps.gov/linc), com o velho Abe iluminado por trás à noite. Os monumentos de Washington são sempre melhores vistos à noite, quando os turistas vão embora e os românticos estão caminhando de braços dados. Na noite da eleição, o Lincoln Memorial era um local carregado de emoção: Illinois estava enviando outro de seus filhos para Washington. De lá para cá, o monumento que há muito era o primeiro destino dos visitantes afro-americanos em Washington se tornou quase um refúgio, com moradores e visitantes vindo para ler a inscrição “Sem malícia contra ninguém; com caridade para com todos” e refletir sobre a América, a Bela.
Sábado
9h – Protesto sentado matinal
O café da manhã no Florida Avenue Grill (1100 Florida Avenue NW; 202-265-1586), uma instituição de culinária sulista, evoca os protestos sentados e o movimento dos direitos civis. O endereço serve a gordurosa e deliciosa culinária do Sul desde 1944. Mingau quente, presunto, biscoitos e molho -tudo cercado por fotos de antigos figurões de Washington, como Ron Brown, o ex-secretário do Comércio, e Strom Thurmond, o ex-senador da Carolina do Sul. Obama terá que manter a linha se seguir seus predecessores aqui.

Centro de Visitantes do Capitólio oferece exposições rotativas de documentos históricos - Foto: Divulgação
10h – Nº 1600 da avenida Pennsylvania
Nós sabemos, é o local turístico mais visado. Mas entenda, é a Casa Branca (1600 Pennsylvania Avenue; 202-456-7041; www.whitehouse.gov). Para agendar uma visita, primeiro é preciso encontrar nove amigos para acompanharem você. Então telefone para seu deputado no Congresso para agendar. (Não sabe exatamente quem é? Procure em writerep.house.gov.) Esses passeios sem guia -que funcionam na base do primeiro que chegar é o primeiro a entrar e são marcados com cerca de um mês de antecedência- permitem que você explore as salas públicas e os jardins. Sinto muito, mas você não poderá checar a quadra de basquete interna planejada por Obama, mas poderá ver a Sala Leste, a Sala de Recepção Diplomática e a sala de jantar onde ocorrem aqueles sofisticados jantares de Estado.
Meio-dia – Olá, Betsy
Não, não é aquela Betsy… não há bandeiras estreladas no Betsy Fisher (1224 Connecticut Avenue NW; 202-785-1975; www.betsyfisher.com). Esta butique estilizada e elegante é ponto de referência para os funcionários do novo governo Obama. (A porta-voz de transição de Obama, Stephanie Cutter, descola seus vestidos Diane von Furstenberg aqui.) A proprietária, Betsy Fisher Albaugh, sempre tem drinques e vinho à mão para manter ocupados os homens que invariavelmente são arrastados para a loja.
14h – Vamos, deputado!
Ele levou seis anos para ser concluído, mas o Centro de Visitantes do Capitólio dos Estados Unidos (Capitol Hill; na extremidade leste do parque The Mall; 202-225-6827; www.visitthecapitol.gov) finalmente foi inaugurado. O centro subterrâneo visa aliviar o gargalo que costumava servir de entrada para os visitantes no Capitólio. Ele faz isso e mais, apesar das críticas, que dizem que ele assume uma vida própria separada demais do próprio Capitólio. Confira pessoalmente -é possível agendar uma visita pelo site, ou apenas comparecer e perambular pelo local. O centro oferece exposições rotativas de documentos históricos, que podem variar de uma cópia cerimonial da 13ª Emenda que aboliu a escravidão ao discurso feito pelo presidente Bush ao Congresso, após os ataques do 11 de Setembro.
19h – Hora da festa
Ok, basta de turismo federal, é hora de encontrar os washingtonianos de verdade. Vá ao sempre agitado Corredor da U Street e descole um banco no Local 16 (1602 U Street NW; 202-265-2828; www.localsixteen.com), um popular reduto democrata. Há múltiplos lounges e, melhor de tudo, um deck na cobertura, onde é possível ver as luzes da cidade enquanto beberica seu martini de melancia pré-jantar. Muitos arrecadadores de fundos democratas frequentam o lugar, então não se surpreenda se houver alguma festa privada em uma das salas.
20h30 – Prato político
Jante a poucas quadras de distância no Cork Wine Bar (1720 14th Street NW; 202-265-2675; www.corkdc.com), que pode ter uma das melhores batatas fritas da cidade. Os proprietários, Khalid Pitts e Diane Gross, são amigos de Barack (Pitts é diretor de responsabilidade política da União Internacional dos Funcionários do Setor de Serviços, que apoiou Obama, e Gross trabalhou para o establishment político democrata por anos). O cardápio inclui pratos grandes e pequenos, de queijos e azeitonas marinadas a confit de pato e sauté de couve. E, minha nossa, não esqueça das batatas fritas! Elas são temperadas com alho e limão. Pode pedir duas porções. O jantar para dois, com vinho, custa cerca de US$ 60.
22h30 – Sala cheia de fumaça
Fume o resto de sua noite no Chi-Cha (1624 U Street NW; 202-234-8400; www.latinconcepts.com/chi-cha), um lounge onde se fuma tabaco com mel por um narguilé ao mesmo tempo que se toma drinques de fim de noite. O público eclético dança rumba e salsa até altas horas da madrugada, e há sempre um diplomata em um sofá de canto fazendo algo impróprio -desvie o olhar, curta seu narguilé e dance com o ritmo. É como estar em Beirute. Ok, vamos tentar de novo. É como estar em Marrakech. Bem, talvez Marrakech com música brasileira. Se quiser que a noite prossiga, pare no Ben’s Chili Bowl no momento em que está mais movimentado.
Domingo
8h – Rio idílico
Washington é conhecida pelas belas manhãs ao longo do Rio Potomac, e uma forma perfeita de vê-las é de uma canoa. A Thompson Boat Center (2900 Virginia Avenue NW; 202-333-9543; www.thompsonboatcenter.com), no encontro de Georgetown com o Rock Creek Parkway, oferece aluguéis de canoa a partir de US$ 8 a hora e US$ 22 por dia. Reme pelo rio e poderá ver um senador (ou um príncipe saudita) tomando café no pátio de sua mansão.

Igreja Católica Romana de Santo Agostinho é uma das mais antigas igrejas negras dos EUA - Foto: Divulgação
12h30 – Levante sua voz
A Igreja Católica Romana de Santo Agostinho (1419 V Street NW; 202-265-1470; www.saintaugustine-dc.org) que se considera a “Igreja Mãe dos Católicos Negros nos Estados Unidos”, é uma das mais antigas igrejas católicas negras do país. A missa dominical das 12h30 combina hinos tradicionais negros com música gospel. O local tem cantado com fervor particular desde o dia da eleição, em 2008.
Onde ficar
O Hotel Palomar (2121 P Street NW; 202-448-1800; www.hotelpalomar-dc.com) é um hotel butique Kimpton no coração do Círculo Dupont. Diárias a partir de US$ 150.
O Hotel Monaco (700 F Street NW; 202-628-7177; www.monaco-dc.com), também um hotel Kimpton, fica no Penn Quarter, em frente à Galeria Nacional de Retratos e perto do Museu Internacional da Espionagem. Quartos a partir de US$ 180.
O Hotel Tabard Inn (1739 N Street NW; 202-785-1277; www.tabardinn.com) é uma alternativa barata (alguns quartos compartilham um banheiro) repleta de charme; pense na Velha Inglaterra não distante da Casa Branca. A diária dos quartos com banheiro compartilhado custa a partir de US$ 113; com banheiro privado, US$ 158.
Reportagem: Michael Slackman
New York Times Syndicate
Tradução: George El Khouri Andolfato
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O Cairo é Terceiro Mundo e Primeiro Mundo, mundo islâmico e mundo faraônico, uma cidade fervilhante que abala todos os sentidos, simultaneamente. Há milhares de anos de história nesta cidade de 18 milhões de habitantes, e essa história pode ser vista nas próprias pessoas: do mascate moderno de ful, vendendo sua pasta de feijão cozido em um carrinho decorado, do capitão de faluca conduzindo sua embarcação pelo escuro Nilo, o jovem andando de bicicleta em meio ao tráfego com um tabuleiro de pão do tamanho de uma escada equilibrado na cabeça. Prepare-se: tenha um lenço de cabeça para as mulheres entrarem nas mesquitas; pacotes de lenços de papel para paradas em toaletes; pequenos trocados para gorjetas; e, se gostar de beber, uma garrafa ou duas de vinho do free shop do aeroporto. O Cairo tem muito a oferecer, mas uma boa garrafa de vinho não está inclusa.
Sexta-feira
17h – Navegando no passado
Não há melhor forma de conjurar o espírito oriental do que fazer um passeio de faluca pelo Nilo. O melhor lugar para encontrar um destes barcos de fundo chato com uma mesa de piquenique no meio é na estrada na encosta em frente ao Four Seasons Hotel, no embarcadouro Dok Dok em Garden City. Os turistas podem esperar pagar 60 libras, ou cerca de US$ 11 com o dólar valendo cerca de 5,60 libras egípcias. Leve aquela garrafa de vinho que você comprou no free shop.
19h – Fumaça na água
Esqueça o politicamente correto. O Cairo é uma cidade de fumantes e, na maioria dos casos, isto significa cigarros baratos, fortes. Mas os cachimbos de água (narguilé ou shisha, como é chamado ali) são suaves, limpos e oferecem sabores variados -melão, morango, maçã, pêssego- no Sequoia (rua Abu El Feda; 20-2-2735-0014), um restaurante agradável na ponta norte de Zamalek, uma ilha próxima ao centro da cidade. Aqui, é possível sentar sob uma tenda branca, fumar um shisha e pedir uma cerveja, Sakhara ou Stella, feita no Egito. Há um preço mínimo de 65 libras nos dias úteis e 90 libras nos fins de semana, um mínimo facilmente atingido se pedir comida -cuscuz de cabrito, shish taouk, mezze quente e frio, incluindo hummus, e charutos de folha de uva. O jantar sai em média 100 libras por pessoa.
22h – Diversão na ponte
Há um Hard Rock Café no Hyatt e um recém-inaugurado Buddha Bar no Sofitel, mas, se este é o seu interesse, por que ir ao Cairo? Faça uma caminhada até a Ponte Seis de Outubro, que sai de Zamalek, onde acontece um casamento atrás do outro e as festas são realizadas ao longo do guard-rail. Se o ambiente estiver muito barulhento, vá até a próxima ponte -Kasr el Nil- que freqüentemente está lotada de homens e mulheres jovens.
Sábado
9h – Feijões e tamaya
O Cairo não é a capital gourmet do Oriente Médio, mas a comida aqui é boa. Opte pelos pratos egípcios como ful e tamaya -discos fritos de pasta de feijão-fava. Ambos são pratos favoritos no café da manhã egípcio. Pegue um táxi até a praça Sayeda Zeinab no movimentado bairro de Sayeda Zeinab (sendo turista, você pode esperar pagar o dobro da tarifa habitual de 5 libras). Esteja com bastante fome quando for ao El Karbegi (praça Sayeda Zeinab, 11; 20-2-2391-4318). Por apenas poucas libras, desfrute de sanduíches recheados com o tamaya e ful mais frescos no Cairo.
10h – Cairo islâmico
Siga para a vizinha praça Ibn Tulun para iniciar uma visita ao Cairo islâmico, uma mistura extraordinária de confusão cotidiana moderna com o poder altivo da arquitetura islâmica do Egito. Duas paradas obrigatórias -o Museu Gayer-Anderson e a Mesquita Ibn Tulun do século 9- são abertas aos turistas diariamente às 8h, exceto às sextas. Os turistas pagam um ingresso de 30 libras para entrar no museu Anderson, lar de um mercador do século 16. Dê 10 libras de doação para a mesquita vizinha e um homem cobrirá seus calçados em botas de lona para que possa explorar o vasto salão de oração de cor de areia. Suba até a cobertura e ao minarete para uma vista do bairro.
11h30 – Compras sem incômodo
Os agressivos vendedores ambulantes podem arruinar a experiência de compras no Cairo. O que torna a loja Khan Misr Touloun (Midan Ibn Tulun, 17, diante da Mesquita Ibn Tulun, 20-2-2365-2227) ainda mais especial. Lá dentro não há falatório, nenhum incômodo. Você encontrará cerâmica tradicional da cidade-oásis de Fayoum, jóias de prata, vidro artesanal, cestas zambianas e quatro mapas essenciais, de fácil leitura, chamados Cairo Medieval (15 libras cada).
Meio-dia – Mesquitas e um mercado
De Ibn Tulun, use os mapas No. 3 e No. 4 para caminhar até a Mesquita Sultão Hassan e a Mesquita Rifai, onde está enterrado o último xá do Irã em um túmulo solitário. A Mesquita Azul, distante de 5 a 10 minutos de caminhada ao norte, está caindo aos pedaços, mas é tranqüila. Costuma não haver ninguém exceto Gamal, o zelador que fica sentado em um tapete aguardando por um visitante ocasional. Os ladrilhos azuis que restam em algumas poucas paredes foram feitos na Turquia há centenas de anos, mas o motivo para a visita é subir o minarete. A subida conta com 83 em forma de saca-rolhas, metade deles no escuro total. Mas a vista da imponente Mesquita Muhammad Ali na Cidadela, da Cidade dos Mortos e do Parque Azhar, uma área verde construída por Agha Khan, faz a escalada valer a pena. A entrada é gratuita, mas dê uma gorjeta de 20 libras para Gamal. Então saia da mesquita e caminha até o Bab Zuwayla, um dos três portões fatimidas, que conduzem ao agitado mercado vale-tudo, o Khan el-Khalili. Aqui é possível pechinchar feito louco e comprar de tudo, de cachimbos de água a ervas medicinais e jóias. Mas é melhor os compradores terem cuidado.
15h – Coma como um egípcio
Com fome? Como estamos nos atendo à cozinha egípcia, experimente o koshary, uma mistura de espaguete, cebolas fritas, lentilhas e, se quiser, molho vermelho picante. No Abou Tarek, no bairro Maarouf (www.aboutarek.com), há dois pratos, grande e pequeno, 3 e 5 libras. Sente-se às mesas de metal ou peça para viagem.
16h – Tempos faraônicos
As pirâmides de Gizé, saindo do Cairo, são uma excursão obrigatória por si só, mas não são a única amostra do Egito faraônico no Cairo ou arredores. No coração da cidade, o monumental Museu Egípcio (www.egyptianmuseum.gov.eg), na praça Tahrir, presta homenagem a tudo o que é faraônico. No andar de cima há uma pequena bilheteria (o ingresso custa 100 libras) para a Sala da Múmia. Além da bilheteria se encontram os tesouros do Rei Tut. Há duas pequenas salas repletas de coisas de Tut, incluindo a máscara de ouro do rei menino e o enorme sarcófago de ouro.
20h – Jantar e pós-jantar
Pegue uma mesa na varanda sobre o Nilo no El Kebabgy, um restaurante recém-reaberto no hotel Sofitel (rua El Thawra Council, 3, Zamalek; 20-2-2737-3737). Peça o grelhado misto (120 libras), que inclui cabrito e frango. Então tome um táxi do outro lado Nilo para ir ao Cairo Jazz Club (Rua 26 de Julho, 197, Agouza; 20-2-3345-9939; www.cairojazzclub.com), onde há dois bares, um perto da pista de dança e outro na área mais tranqüila perto da entrada. Este último recebe uma mistura de ocidentais e egípcios de classe alta.
Domingo
Na estação Sadat na praça Tahrir, pegue o metrô (1 libra) para Helwan e desça na estação Mar Girgis. Isto deixará você dentro do Cairo Cóptico. Há muito o que ver nesta área compacta e tranqüila, mas há dois pontos importantes: a cripta da Sagrada Família sob a Igreja de São Sérgio e o Convento de São Jorge. Os turistas freqüentemente deixam de visitar a minúscula Capela de São Jorge, uma pequena sala em um porão onde os fiéis colocam uma corrente -supostamente usada para torturar São Jorge- ao redor do pescoço e olham para a imagem mecânica na parede retratando São Jorge cravando a lança no dragão. Finalmente, há a Sinagoga Ben Ezra, e lá, nas palhas, o bebê Moisés foi escondido. Agora é tudo cimentado e uma parede. Depois, visite o velho cemitério, uma pausa tranqüila do caos da cidade e uma caminhada por entre túmulos que testemunham a diversidade étnica que já fez do Cairo uma grande cidade cosmopolita.

No El Karbegi, há os sanduíches recheados com o tamaya e ful mais frescos do Cairo - Foto:Shawn Baldwi/NYT
8h30 – Cairo Cóptico
Informações básicas
Se quiser ficar perto do centro da cidade, é possível ficar no novo Four Seasons Hotel na Nile Plaza (20-2-2791-7000; www.fourseasons.com/caironp -não confunda com o Four Seasons perto do zoológico, em Gizé). Bom serviço, muitas flores, tudo em ordem. A diária padrão para um quarto com vista do Nilo é de US$ 520.
No Cairo Marriott em Zamalek (20-2-2728-3000; www.marriott.com), construído em torno de um palácio do século 19, o serviço pode ser enlouquecedor, principalmente na recepção e no restaurante no jardim, mas os quartos foram reformados recentemente e o hotel conta com um belo jardim, um restaurante ao ar livre e uma grande piscina. Ele também possui um cassino. A diária padrão para um quarto de luxo com vista para o jardim é de cerca de US$ 200.
No centro, o Windsor Hotel Cairo (Rua Alfi Bei,19, 20-2-2591-5810; www.windsorcairo.com), a uma distância de caminhada do museu, é uma alternativa da moda de baixo custo, histórica, com um grande bar. As diárias dos quartos de luxo são de cerca de US$ 60.
New York Times SyndicateTradução: George El Khouri Andolfato
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Madri é novamente uma cidade para pedestres. Por cinco anos, o projeto de reforma urbana do prefeito Alberto Ruiz-Gallardón transformou a capital da Espanha em um imenso canteiro de obras. Calçadas e ruas foram escavadas e parte do rodoanel nos limites da cidade se tornou subterrâneo. Mas a recessão e o fim do boom imobiliário interromperam grande parte da plástica ambiciosa. O prefeito adiou um plano para reorganizar o trânsito e as faixas de pedestres que passam pelo Prado -que teria derrubado dezenas de árvores. Por ora, a humanidade da cidade foi restaurada.
Sexta-feira
16h30 – Passeio pelo bairro
Com seus arcos, sacadas e fachadas pintadas, a Plaza Mayor, a praça do século 17 onde touradas, julgamentos e execuções costumavam ser realizadas, é o modo mais esplêndido de encontrar Madri. Ignore as galerias -cheias ímãs de geladeira das dançarinas flamencas e meias com “Madrid” escrito- e caminhe até a Plaza de la Paja. Espie dentro do Jardín del Príncipe de Anglona, cujos muros de tijolos e concreto escondem o pequeno jardim com caminhos de tijolos e amendoeiras e romãzeiras em seu interior. Então pare para um chá de ervas servido em uma caneca marroquina no Delic café e bar (Costanilla de San Andrés, 14; 34-91-364-5450; www.deliccafe.com; não aceita cartão de crédito). A poucos passos de distância, veja dois coloridos mosaicos romanos antigos no Museo de los Orígenes, Casa de San Isidro (Plaza de San Andrés, 2; 34-91-366-7415).
18h – Arte para a alma
Corra para a próxima e magnificamente azulejada Basílica de San Francisco el Grande (Plaza de San Francisco; 34-91-365-3800). O domo é maior do que o da Catedral de São Paulo em Londres. Mas a verdadeira atração é a pintura de San Bernardino de Siena, uma das primeiras pinturas de Goya em Madri. Goya pintou a si mesmo no lado direito. Também frequentemente ignoradas são as pinturas de Zurbarán e Velázquez.
21h – Clássicos atualizados
La Gastroteca de Santiago ainda não foi descoberta pelos turistas (Plaza de Santiago, 1; 34-91-548-0707; www.lagastrotecadesantiago.es). O espaço de paredes vermelhas e azulejos brancos é simples e moderno, com portas de vidro oferecendo uma vista da cozinha, onde Juan Carlos Ramos, o chef e proprietário, faz sua mágica. Os primeiros pratos são grandes o bastante para serem divididos. O cardápio muda com frequência (com opções como terrine de rabo de porco e lagosta ou confit de cabra com feijão de fava e hortelã). Dois podem comer -com vinho- por menos de 100 euros, ou US$ 130, com o euro cotado a cerca de US$ 1,30.
Meia-noite – Música noturna
A música é boa e a atmosfera é ainda melhor no Café Central (Plaza del Ángel, 10; 34-91-369-3226; www.cafecentralmadrid.com). Com seu pé direito alto, pilares espelhados, mesas com tampa de mármore e toques art déco, ele atrai os verdadeiros amantes de blues e jazz da cidade, que encorajam os artistas com fortes aplausos e gritos de “Bravo!” Todo mundo parece o tipo de pessoa que você gostaria de conhecer. Aberto até as 3h ou mais tarde nas noites de sexta e sábado.
Sábado
10h30 – Acaso afortunado e caos
A Regalos Originales atrai colecionadores sérios de cartões postais, que procuram pacientemente em meio aos milhares oferecidos -cartões postais italianos de Brigitte Bardot nos anos 50 e 60 custam 50 cents (Calle Almirante 23; 34-91-308-1202). Pergunte por Silvia de la Torre ou seus pais, os proprietários. Tente persuadi-los a permitir que você vá até atrás da cortina, às salas privadas onde se encontram os verdadeiros tesouros: caixas de sapato cheias de cartões postais de todo o mundo, prateleiras de velhos cartazes de cinema, caixas de música, pinturas antigas, brinquedos, frascos de perfume, câmeras, dedais, binóculos de ópera, rosários, estojos de blush, calendários, latas, tudo de outra era. Um cartão postal de meio século de idade das Cataratas do Niágara em cores pastéis custa 5 euros; um cartaz do “King Kong” de Dino De Laurentiis (em espanhol) custa 12 euros.
13h – Não há lojas de rede aqui
A esquina da Almirante e Conde de Xiquena é o ponto de partida para uma aventura por pequenas butiques. Laura Caicoya, 29 anos, vende sua moda própria em uma loja que leva seu nome (Conde de Xiquena, 12; 34-91-319-8099; www.lauracaicoya.com). Sua mãe faz em crochê e costura os chapéus com pena; sua avó faz os colares de ráfia. Pinturas de sua irmã estão penduradas nas paredes. Na Castañer, você encontrará os calçados do tipo espadrilha de salta alto e de cetim adornado, para combinar com seu novo vestido Laura Caicoya (Almirante, 24; 34-91-523-7214; www.castaner.com).
15h – Ninguém usando Prada
Para o mais novo espaço de arte alternativa, visite o Matadero Madrid, criado pela Câmara dos Vereadores de Madri no centenário complexo do matadouro municipal. O vasto espaço ainda é uma obra em progresso, parte do esforço de Madri de expandir sua atividade cultural até o sul da cidade. Palestras, filmes, concertos, exposições de arte -tudo é gratuito (Paseo de la Chopera, 14; 34-91-517-7309; www.mataderomadrid.com).
19h – Coquetel cheio de classe
Para uma mudança das pequenas cervejas draft, ou canas, servidas nas dezenas de bares que margeiam as ruas de Madri, suba um breve lance de escadas até o pequeno cocktail bar de Fernando del Diego (Calle de la Reina, 12; 34-91-523-3106). Del Diego, um ex-barman de 61 anos do Museo Chicote de 80 anos, virando a esquina, e seus dois filhos, David e Fernando, preparam alguns dos melhores coquetéis de Madri. Experimente o Diego (vodca, licor de damasco, Bols Advocat e limão).
22h – Enfrentando as multidões
Não vá ao El Mollete sem reserva. O restaurante, situado em um velho porão de carvão, tem espaço para apenas 26 pessoas e está sempre cheio (Calle de la Bola, 4; 34-91-547-7820). Coloque-se nas mãos do proprietário, Tomás Blanco, e torça para ele servir o mollete (pão frito em azeite), croquetes de gorgonzola, anchovas e vieiras, e, é claro, huevos rotos. Não aceita cartão de crédito. Jantar para dois: cerca de 25 a 45 euros.
Meia-noite – Flamenco sem adorno
Não há nada extravagante no pequeno clube flamenco chamado Cardamomo (Calle Echegaray, 15; 34-91-369-0757; www.cardamomo.es). A dança aqui é crua, suada e divertida; os trajes, operários; o público, mais jovem e mais bacana do que nos outros clubes da cidade. Em uma noite recente o dançarino era Kelian Jiménez, que exibia um cabelo na altura do ombro e botas de couro vermelhas de salto alto. Dois percussionistas sentavam-se em caixas de madeira que também serviam como seus instrumentos. É preciso fazer reserva.

Matadero Madrid, novo espaço de arte alternativa aberto na capital espanhola - Foto: Matias Costa/NYT
Domingo
10h – O Prado nunca decepciona
Então você acha que conhece o Prado (Paseo del Prado; 34-91-330-2800; www.museoprado.es), o museu mais famoso da Espanha? Você já viu as obras de El Greco, Velázquez, Goya e Bosch. Mas ainda há surpresas. O novo café no piso térreo é o local perfeito para beber um cortado, um espresso com leite. A nova ala que foi inaugurada no final de 2007 vale a pena ser vista, mas suas estátuas são menos impressionantes do que as esculturas greco-romanas no primeiro andar. Procure pelo Caravaggio com o belo braço, o “Cristo morto sustentado por um anjo” de Antonello da Messina (talvez sua obra mais bela) e descubra os azuis de Joachim Patinir, o pintor flamengo do século 16, considerado o pai da pintura paisagística. Fica aberto de terça a domingo, das 9h às 20h.
11h30 – Um oásis de calma
O Parque del Buen Retiro, com seus 140 hectares no coração de Madri, é mais conhecido e mais visitado do que o muito mais compacto Real Jardín Botánico adjacente ao Museu do Prado (Plaza de Murillo, 2; 34-91-420-3017; www.rjb.csic.es). Este é exatamente seu maior atrativo. Cães não perturbarão você (não é permitida a entrada deles). Você não terá que ficar de olho na sua carteira. Entre as 5 mil espécies estão árvores com mais de 200 anos. A entrada custa 2 euros, de forma que nunca está lotado. Disposto de forma geométrica, com caminhos planos margeados por estátuas de botânicos famosos, é um ótimo lugar para correr.
O básico
Um táxi do Aeroporto Barajas até o centro de Madri leva 40 minutos e custa cerca de 30 euros a 40 euros; a linha de metrô de Madri até a cidade leva cerca de 30 minutos e custa 2 euros (www.metromadrid.es).
Os preços dos hotéis em Madri, mesmo o majestoso Ritz (Plaza de la Lealtad, 5; 34-91-701-6767; www.ritz.es), estão caindo no momento. Um quarto duplo clássico com café da manhã, que custaria 377 euros por noite, agora pode custar apenas 225 euros pela Internet.
O AC Palacio del Retiro (Calle Alfonso XII, 14; 34-91-523-7460; www.ac-hotels.com) oferece estilo moderno em uma mansão do início do século 20. Diárias a partir de 220 euros, mas o valor é negociável.
Os quatro hotéis Room Mate parecem mais clubes noturnos com quartos. O mais recente é o Room Mate Óscar, (Plaza Vázquez de Mella, 12; 34-91-701-1173; www.room-matehotels.com), onde os quartos duplos custam a partir de 90 euros com bufê de frios para o café da manhã. Adicione 40 euros para usar a minúscula piscina na cobertura.
O site em inglês Softguides Madrid oferece 120 apartamentos e lofts, muitos no centro de Madri -frequentemente uma opção mais barata do que os hotéis (www.softguides.com/madrid–guide/accommodation).



















